Final de ano é uma época de confraternização: de encontros, reencontros e, para muita gente, de acertos de mal-entendidos quando as pessoas pedem perdão e perdoam ofensas recebidas. Ou não.
Sim, pois tem gente que é craque em se fazer entender em um segundo e nunca passa dos limites ou ofende os outros.
Já o oposto, infelizmente, anda cada vez mais frequente: todo mundo se acha no direito de ser sincero – e sem muita delicadeza, pois é o estilo corrente.
No entanto, com o passar do tempo, e baixada a poeira, percebe-se que um pedido de desculpas é essencial e pode ser eficiente para retomar, seja a amizade ou mesmo o relacionamento profissional com a outra pessoa.
É nesse momento que a forma faz diferença. Um pedido de desculpas sincero, e feito no momento certo, funciona realmente.
Mas há maneiras de se fazer isso que, em vez de melhorar, pioram muito a situação.
Veja só como não cair nessa armadilha.
“Desculpe, mas” – Usar o “mas” não rola. Já fica claro que você não está convencido de suas desculpas.
O “ mas”, em geral, anula o efeito de tudo o que vem antes dele.
“Eu sinto muito se você se sente (ou pensa) assim” – Esse tipo de frase é como colocar a “culpa” do que está errado no outro.
É como se ele é que estivesse errado; e você, certo.
Acredite, isso só piora a situação, pois faz você parecer convencido e condescendente.
Quando nós estamos muito ofendidos e/ou fragilizados com algo, nada pior do que esse tipo de atitude.
“Ok, desculpe! Vamos seguir em frente agora” – Além de grosseiro, a pressa em seguir em frente mostra claramente que você não está nem aí, e só quer formalizar as desculpas.
Mostra também que não se importa a mínima com o que sente a outra pessoa.
“Fulano disse que era para eu pedir desculpas, então…” – Esse, então, é o fim do mundo! Em geral, é um pedido muito pouco convincente, além de deixar claro que você não pediria desculpas se não fosse o amigo em questão ter praticamente obrigado você a isso.
Quando pedir desculpas – De maneira geral, sempre que você achar que errou ou ofendeu alguém.
Se for algo leve, como uma gafe, por exemplo, faça isso discretamente no mesmo momento. E pronto.
Há situações mais delicadas. Essas exigem que se escolha um momento propício.
Se esse momento não se apresentar naturalmente, procure a pessoa. Vale até áudio de voz, tá?
Em público – Se estiver em uma roda de pessoas, faça isso de forma clara, para que, além da pessoa ofendida, todos entendam que você se desculpou.
Isso faz diferença para quem foi ofendido – e demonstra a sua capacidade de reconhecer erros, o que não é pouco.
Em particular – Muitas vezes, é mais fácil puxar a pessoa de lado e pedir desculpas. Beleza.
Já em outras ocasiões, é preciso procurar a pessoa especialmente para isso. O quanto antes melhor, claro.
Mas, ainda assim, o fato de ter passado um tempo da eventual ofensa, não justifica que ela se perpetue.
Procure sim, marque um encontro (de preferência em um local confortável para a outra pessoa) e explique o motivo do encontro de coração aberto.
Em geral, desculpas são bem recebidas. Se forem sinceras e o outro não se sensibilizar, paciência. Você terá feito a sua parte.