Com o fim do ano letivo se aproximando, uma preocupação bate à porta dos alunos que não tiveram um bom desempenho durante o período escolar: a reprovação.
Estimativas com base nos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), revelam que 31.714 mil alunos correm o risco de serem reprovados em escolas da rede pública no Estado.
Segundo o Inep, a taxa de reprovação nas escolas do País é de 5,1% nos anos iniciais do ensino fundamental, de 9,5% nos anos finais e 10,5%, no ensino médio.
No Espírito Santo, esse número pode chegar a 23 mil, considerando a média de reprovação de 10% nos anos finais do fundamental e médio, na rede estadual, que conta com 230 mil alunos.
Já na Grande Vitória, nas redes municipais, são 4.284 alunos do fundamental I e 4.430 no fundamental II, que podem não passar de ano.
Subsecretária de Educação Básica e Profissional da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Andréa Guzzo explicou que os alunos, durante todo o ano, têm chances de recuperação.
Já no terceiro trimestre, os alunos da rede estadual, com iminência de recuperação final, recebem o conteúdo que precisa ser estudado para as avaliações finais. “Esses alunos fazem uma avaliação que vale 100 pontos, sendo que eles precisam tirar 60 para serem aprovados”.
Caso o aluno não passe, a subsecretária afirmou que ele ainda possui outras chances, como uma prova que é aplicada no dia 20 de dezembro. “Caso fique reprovado em uma matéria, pode fazer o processo de reclassificação, em fevereiro”.
Para a doutora em Educação Edna Tavares, a preocupação que aflige alguns alunos nesse período poderia ser evitada se houvesse dedicação aos estudos durante todo o ano.
Edebrande Cavalieri, especialista em Avaliação de Sistemas Educacionais destacou que as escolas sempre buscam oferecer oportunidade de recuperação.
Os diretores Murilo Carvalho, Peter Ernest, Caroline Senne e Welton Machado, da Luma Escola, atuam com aulas de reforço escolar. “Temos um plano individualizado para cada aluno”, afirmou Murilo.
Pais devem ajudar nos estudos, dizem especialistas
Para que os alunos possam ter um bom desempenho escolar, especialistas afirmam que os pais e responsáveis devem ajudar os filhos durante os estudos.
“Os pais podem ajudar muito. Geralmente, as escolas só levam o aluno à reprovação em último caso. Estar ao lado dos filhos nesse momento é essencial”, destacou Edebrande Cavalieri, especialista em Avaliação de Sistemas Educacionais.
Ele frisou que horários de estudo devem ser estabelecidos. “Ajudar com horários de estudo, evitando o que afasta do foco, é uma tarefa familiar muito importante. É preciso fortalecer a disposição para nunca desistir de objetivo proposto”, afirmou.
Segundo a doutora em Educação Edna Tavares, a família deve cobrar resultados e aplicação diária. “Os pais devem ser pragmáticos. Estudar com eles, e não por eles. Por isso, é importante analisar as disciplinas em que o filho não obteve bom resultado e dedicar maior atenção. Isso não significa dizer que as outras disciplinas podem ser ignoradas”, orientou.

