
O ensino com foco nas habilidades dos estudantes tem ganhado ainda mais destaque com a chamada Educação 4.0, e, pensando nisso, as escolas têm investido nessa nova formação.
Em Vitória, a prefeitura vai inaugurar, no início de 2020, o Espaço Maker Público, que vai funcionar na Fábrica de Ideias, em Jucutuquara.
Para a construção da Escola de Inovação e Tecnologia, a prefeitura se inspirou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Mais que um ambiente escolar, o local pode ser considerado como a sala de aula do futuro, segundo explicou a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio. “O ambiente é equipado com tecnologia de fabricação digital, onde as pessoas criam e compartilham ideias, além de produzirem pessoalmente o objeto criado nas estações de produção”, explicou.
A secretária de Educação destacou que o espaço pode ser considerado uma extensão da escola, onde os alunos poderão produzir e criar.
Ela ressalta que o local é o 5º Centro de Ciências, Educação e Cultura da Escola de Inovação e Tecnologia na capital, que já conta com outros quatro espaços: Escola da Ciência – Biologia e História; Escola da Ciência – Física; Planetário de Vitória e Praça da Ciência. “É um espaço onde iremos trabalhar com vários ambientes. Vamos ter uma estação para a criação digital e impressão em 3D, estação de robótica e realidade virtual e uma terceira estação, que é chamada mão na massa, com marcenaria, metal, vinil e acrílico, onde os meninos vão produzir aquilo que estudaram em sala de aula”, detalhou.
Aberta à população
De acordo com Adriana, a Escola de Inovação e Tecnologia também será aberta à população, como acontecem nos demais centros de Vitória. “Esses locais privilegiam os estudantes, mas também são abertos à comunidade. As visitas das escolas serão no mesmo modelo que já ocorre nos outros centros. Os professores terão uma sequência didática em que trabalham o conteúdo com o aluno e dentro do centro eles criam o que aprenderam. É a tecnologia sendo usada como ferramenta e estratégia para a aprendizagem”.
Prefeitura investe em salas ambientes e programação

“Estamos trazendo para dentro da escola ferramentas que são de vivência do conteúdo escolar, com uma nova ambientação das salas, por meio de instrumentos e recursos que trabalham os conteúdos de Ciências, Matemática, Linguagem e outras disciplinas em uma perspectiva prática”, explicou a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio.
Ela ressaltou que as salas trazem ferramentas que possibilitam ao estudante viver diversos conceitos. “É sair do conhecimento apenas apresentado pelos livros e o aluno compreender o que está sendo apresentado por meio da experiência. E a Educação 4.0 trata justamente de vivenciar o que se aprende e não apenas ler”, frisou.
Portugal
Outro projeto que tem se destacado bastante nas escolas municipais são as aulas de robótica e programação, segundo explicou a secretária de Educação.
“Temos escolas que utilizam placas de programação, robótica e gamificação para estimular a aprendizagem dos alunos que já estão sendo inseridos nesse contexto tecnológico”, destacou Adriana Sperandio.
Umas dessas unidades é a Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (Emefti) Anacleta Schneider Lucas, em Fonte Grande, onde os estudantes estão aprendendo um pouco mais sobre tecnologia robótica. Os alunos participam do projeto “Gamificação e a Robótica: desafiando ao estudante aprender a aprender”, desenvolvido pelos professores Alycksan Marlo Barbosa e Thereza Rodrigues.
Devido ao destaque, o projeto será apresentado no evento “Lisboa Games Week”, em Portugal, em novembro.
Pais podem conferir boletim pela internet

Segundo a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio, os responsáveis conseguem não apenas visualizar a nota da criança, mas também ver seu desempenho em relação à média da turma. “É um sistema de Gestão Escolar que leva para as famílias os resultados de cada trimestre desse aluno por meio de uma planilha que analisa o filho e a evolução da turma”, explica Adriana.
A secretária de Educação destaca que, por meio do sistema, também é possível fazer a rematrícula. Ela frisa que o sistema é voltado para o ensino fundamental, porém, no ano que vem, será implantado para os alunos da educação infantil.
De acordo com Adriana, o sistema pode ser doado para outras prefeituras. “É uma doação e qualquer prefeitura que quiser é só nos procurar. Apresentamos o sistema e fazemos o convênio, a única coisa que essa prefeitura tem de fazer é adequar à realidade dela”. A plataforma também conta com ferramentas de organização e planejamento, como o “cadastro eletrônico unificado”. “Esse cadastro permitiu que organizássemos a rede de ensino, possibilitando a identificação de quais escolas precisavam de vagas e quais comunidades precisavam de escola. Hoje, na faixa etária de 4 a 5 anos, temos 95% das crianças da capital atendidas. Já nas creches que atendem de 6 meses a 3 anos essa porcentagem é de 90%”.