Em lágrimas, a zeladora Silvana Teixeira Celestino, de 33 anos, mãe do auxiliar de serviços gerais Natan Teixeira Celestino, de 19, que foi assassinado a tiros, na noite de quarta-feira (2), no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, conversou com A Tribuna.
Nathan e Douglas da Silva Araújo, 26, foram executados a tiros, dentro de um carro de aplicativo, após saírem de um jogo de futebol. Os dois foram atacados na frente de um condomínio, por um bandido encapuzado, que não foi preso.
De acordo com investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime ocorreu às 21h40, na rua Vitória.
As vítimas trabalhavam em uma empresa terceirizada que presta serviços para uma mineradora. Douglas atuava como mecânico montador e Natan como auxiliar de serviços gerais.
Os amigos se encontraram em uma partida de futebol, em um campo society no mesmo bairro. Assim que o jogo terminou, os dois resolveram ir para casa e solicitaram um carro por aplicativo.
Como era o seu filho?
Ele nunca me deu trabalho. Era um bom menino, não tinha envolvimento com crimes. Sempre foi batalhador, fazia de tudo por mim. Não consigo acreditar que o perdi de forma tão trágica. Ele era meu único menino. Agora tenho duas filhas, de 13 e 17 anos, que precisam de mim.
Quais as últimas lembranças que ficam dele?
Dele no meu casamento. No sábado passado, eu me casei no Pavilhão de Carapina, e ele foi. Estava todo feliz. No mesmo dia, nós fizemos um almoço de comemoração e depois eu viajei com minha família para a Bahia. Ontem (quarta-feira) eu cheguei em casa no final da tarde. Pouco tempo depois o meu filho me ligou. Ele falou que iria jogar bola com amigos e eu senti um aperto no coração.
Por que teve essa sensação?
Não sei explicar. Mas eu acho que tive um pressentimento. Foi uma pressão no coração, como se eu estivesse tendo um infarto. Eu só pude falar para ele tomar cuidado e não demorar.
Como a senhora recebeu a notícia?
A mulher do pai dele me ligou falando que ele tinha sido baleado. Eu achei que era um trote. Fui até o local que me indicaram e vi que era verdade, meu filho estava morto. Ele estava feliz no trabalho e preparando uma festa surpresa para a irmã dele, que vai completar 14 anos em breve.
O que a senhora espera a partir de agora?
Que quem matou o meu filho encontre o perdão de Deus. Eu perdoo o assassino do meu filho! Eu sigo as palavras de Deus e ele nos manda perdoar. Ter ira, ódio, raiva, não vai trazer o meu filho
de volta.
