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Ministros incomodados com o novo assédio ao STF publicado – e depois apagado – nas redes de Jair Bolsonaro acionaram o presidente da corte, Dias ...

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Ministros incomodados com o novo assédio ao STF publicado – e depois apagado – nas redes de Jair Bolsonaro acionaram o presidente da corte, Dias Toffoli. Uma ala do tribunal afirma que a atitude leniente com excessos da família que hoje ocupa o Planalto não é produtiva em “um sistema de responsabilidades, porque não educa”, e prega que é preciso cobrar o mandatário pelas mensagens enviadas em seu nome. Toffoli manteve posição que lhe é cara: botou panos quentes na polêmica.

O que se planta… – A publicação do vídeo no qual Bolsonaro é retratado como um leão atacado por hienas, entre elas o Supremo, detonou as insatisfações. Integrantes do tribunal avisaram que não é a primeira vez que a corte é alvo da família presidencial.

…nasce – O episódio em que Eduardo Bolsonaro disse que bastava um cabo e um soldado para fechar o STF foi lembrado. Ministros ressaltaram que esse discurso alimentou a narrativa de militantes bolsonaristas contra a corte.

Sujeito oculto – Reservadamente, ministros atribuem a publicação a Carlos Bolsonaro. Dizem, porém, que a responsabilidade é do pai, não só sobre a conta, mas sobre o teor do que é postado nela.

Fala o que quer – O Tribunal de Contas da Contas da União chamou sessão secreta entre os ministros para discutir mensagens trocadas entre o procurador de contas Julio Marcelo e o coordenador da Lava a Jato, Deltan Dallagnol. A conversa foi revelada pela coluna Radar, da Veja.

Fala o que quer II – No diálogo, Marcelo aponta suspeitas contra diversos integrantes da corte à que serve. Já é dado como certo que ele será acionado judicialmente para responder sobre as acusações que fez à Lava a Jato.

Que hora – Em privado, aliados do prefeito de SP, Bruno Covas, externam profunda consternação com o quadro de saúde dele. O diagnóstico de câncer com metástase pode obrigar o partido a rever todos os planos – ele havia montado uma maratona de entregas para turbinar a campanha à reeleição.

Sem parar – Covas respondeu os auxiliares que o procuraram por mensagem, inclusive dando ordens de trabalho. Ele ainda convocou reunião de secretariado para esta terça (29), às 8h. Ninguém sabia ao certo quem iria conduzir o encontro.

Será que vai – Ministros e ex-integrantes do TSE acreditam que seria muito difícil Jair Bolsonaro e seu grupo criarem um novo partido a tempo das eleições municipais. Para participar do pleito, a sigla precisaria ter o registro aprovado na corte eleitoral até abril de 2020, ou seja, em seis meses.

Será que vai II – Bolsonaro disse que a saída para a crise com o PSL poderia ser uma nova legenda. Ministros alertam, porém, que a primeira etapa, de coleta de cerca de 500 mil assinaturas, é demorada e, caso haja questionamento, a tramitação pode se arrastar.

Reflexos – O ex-ministro Gilberto Kassab levou seis meses entre o anúncio de criação do PSD e a aprovação no TSE, em 2011. Mas aliados lembram que ele iniciou muito antes a busca de apoio para fundar a legenda. De lá para cá, a lei também ficou mais rígida.

Contrata-se – O posto de diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) representado pelo Brasil está vago desde o mês passado, quando o ex-presidente do Banco Central Alexandre Tombini mudou-se para o Banco Internacional de Compensações (BIS).

Tecla SAP – Ex-chanceler, Rubens Barbosa avalia ser cedo para cravar a reviravolta da esquerda no continente, após a eleição argentina. Sua leitura é a de que a insatisfação no Chile, Bolívia, Equador, Argentina e até no Uruguai se deve à piora nos serviços públicos em razão da deterioração das contas públicas.

Visitas à Folha – A ex-presidente Dilma Rousseff visitou a Folha nessa segunda-feira (28). Estava acompanhada de Olímpio Cruz Neto, consultor em comunicação. Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), visitou a Folha nessa segunda. Estava acompanhado de Annamaria Bonanomi, relações públicas da Unica, e Daniela Trolesi Martins, assessora de imprensa.

Tiroteio
“A abertura da economia é complicada não por causa da Argentina, mas pelo protecionismo da própria indústria brasileira.”

Do ex-ministro e embaixador José Botafogo Gonçalves, sobre a eleição no país vizinho ameaçar a agenda econômica do Brasil.

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