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Política

Conselho municipal pediu saída da Força Nacional de Cariacica

Se dependesse do Conselho Municipal da Assistência Social de Cariacica (Comasc), órgão composto por membros do governo municipal e da sociedade ...

POLICIAIS estão presentes em cinco cidades no País. No Estado, Cariacica é a escolhida por programa federal.

Última atualização

Se dependesse do Conselho Municipal da Assistência Social de Cariacica (Comasc), órgão composto por membros do governo municipal e da sociedade civil, a Força Nacional já teria deixado a cidade.

É que em uma publicação feita no Diário Oficial do município terça-feira (8), os membros do Comasc aprovam, na IX Conferência Municipal de Assistência Social de Cariacica, realizada entre os dias 28 e 30 de agosto, documento em que se colocam contrários à presença dos policiais do grupo federal. Na época, eles ainda não haviam chegado ao município.

“Repudiamos a vinda da Força Nacional para Cariacica. Acreditamos que a maior necessidade do nosso município é o fortalecimento das políticas públicas e sociais já existentes que estão completamente precarizadas”.

POLICIAIS estão presentes em cinco cidades no País. No Estado, Cariacica é a escolhida por programa federal. (Foto: Força Nacional de Segurança/Divulgação)

Em outro trecho, eles afirmam que a ação policial é “racista”. “Cariacica não precisa de mais força policial ostensiva e sabemos que hegemonicamente a ação policial é voltada contra jovens pretos de periferia, demonstrando todo racismo institucional presente em nossa sociedade”.

A Força Nacional chegou a Cariacica no dia 30 de agosto por meio do programa do governo federal “Em Frente, Brasil”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que contempla também outros municípios brasileiros. O modelo ainda é piloto e tem por objetivo enfrentar crimes violentos com o aumento de policiamento para a redução de homicídios.

Mas, a permanência da Força tem gerado discussão. Após ter recebido informação de que o prefeito Geraldo Luzia Júnior (Cidadania), o Juninho, iria criar um disque-denúncia para receber comunicações de possíveis excessos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ameaçou retirar a tropa.

O prefeito negou que criaria o serviço. Segundo a União, o número de homicídios nas cidades participantes do programa caiu 53%.

Silêncio

A reportagem de A Tribuna tentou falar com a presidente do Comasc, Andressa Biancardi, na terça, mas não obteve retorno.

Por telefone, a atendente afirmou que informaria a presidente sobre a demanda, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

A assessoria do prefeito Juninho se manifestou sobre o assunto através de nota, que estava dispinível nas redes sociais e no site da Prefeitura desde a noite de terça-feira (8).

“A respeito de publicação das resoluções do Conselho Municipal de Assistência Social – Comasc, deliberadas na IX Conferência Municipal de Assistência Social de Cariacica e publicadas no Diário Oficial do Município no dia 8 de outubro de 2019:

A Prefeitura de Cariacica esclarece que o texto é de responsabilidade do Comasc e que foi publicado no Diário Oficial Municipal obedecendo à Lei 5.199/2014, promulgada pela Câmara Municipal de Cariacica no ano referência.

O teor do posicionamento retratado nas moções é de inteira responsabilidade do Conselho e foi aprovado em plenária na Conferência. O Comasc tem autonomia em relação ao executivo e o texto publicado não foi submetido à aprovação da Prefeitura. Em tempo, a Prefeitura reitera que apoia a iniciativa do Programa Em Frente Brasil em Cariacica, trabalhou junto aos governos Federal e Estadual para preparação do Programa e implantação dele na cidade e acredita que o mesmo irá melhorar os índices relacionados à violência. Os resultados desta política serão advindos tanto das ações da Força Nacional, ladeadas pelas polícias locais, quanto dos investimentos na área social, já em andamento junto a Ministérios que participam do Programa”.

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