Para atender à demanda de quem não encontra tempo de estar todos os dias em sala de aula, faculdades estão aumentando a oferta de cursos a distância para profissões que estão em alta.
A reportagem de A Tribuna fez um levantamento com 30 cursos que antes eram oferecidos apenas na modalidade presencial e que agora já estão disponíveis pela internet. Entre as ofertas, estão cursos em áreas tradicionais, mas que ainda estão em alta, além de tendências voltadas à tecnologia.
Entre os mais tradicionais, há opções de cursos de licenciatura, como Pedagogia, Geografia e História, para atender à crescente demanda por professores no Estado. Somam-se a eles as áreas de Marketing, Nutrição e Gestão Comercial.
Já entre as novidades, destacam-se os cursos de Defesa Cibernética, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Jogos Digitais, Big Data, Inteligência Analítica e até Produção de Cerveja.
“É uma modalidade de ensino que veio justamente para atender à falta de tempo, pois o aluno, muitas vezes, não consegue ter dedicação exclusiva”, afirmou o coordenador de cursos de ensino a distância da Faesa, Leonardo Rocha.
A possibilidade de administrar seu tempo de estudo foi o que atraiu Adriana Lacerda, de 21 anos, para o ensino a distância. Cursando Ciências Contábeis e Recursos Humanos, ela encontrou na modalidade a chance de realizar um sonho que antes parecia impossível, por conta da rotina: obter o diploma de ensino superior.
“Nessa rotina corrida da vida, é bem complicado ficar em uma sala de aula. No ensino a distância, consigo estudar no meu celular e tablet, até mesmo dentro do ônibus ou antes de dormir. Tenho flexibilidade de horário e consigo desenvolver meu autoconhecimento. Ou seja, o estudo é a distância, mas com a seriedade do presencial”, disse.
Rodrigo Capelato, que é diretor executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no País, afirmou que o investimento das faculdades nos cursos a distância está crescendo, o que não tem acontecido com os cursos presenciais. “O País não pode abrir mão do modelo presencial como estratégia para elevar a taxa de escolarização, mas isso não implica em deixar de lado o ensino a distância”.
