Em casa, esperando pela chegada do filho que costumava almoçar com os pais na hora do almoço, o aposentado Maurílio Guimarães, de 72 anos, recebeu a informação que seu filho, o professor Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos, havia sofrido um acidente de moto. Momentos depois, ao ver na TV que um motociclista havia morrido em Vila Velha, chegou a conclusão que a vítima poderia ser o seu filho.

Na manhã desta quinta-feira, Maurílio participou das últimas homenagens prestadas ao filho. Ele contou à reportagem de A Tribuna que esperava o filho em casa, para almoçar, como Mauro fazia todos os dias.
“Nós sempre esperávamos ele chegar para almoçar, eu com o cafezinho e a mãe dele com o almoço. Ele morava com a gente. Saia pela manhã e, durante o almoço parava em casa, antes de seguir para o trabalho para fazer o outro horário. O almoço estava pronto esperando por ele. Mas ele não chegou”, contou.
O aposentado contou que recebeu a notícia com tristeza, diante da forma inesperada da perda do filho. Ele contou que soube pelo acidente na TV mas que, aos poucos, a “ficha foi caindo”. “Ele era o meu companheiro do dia a dia. Não era um filho, era um amigo, um irmão”, afirmou.
Maurílio inocentou ainda o motorista da carreta, mas espera que o responsável seja punido.
“Alguém correu o risco de acontecer um acidente, alguém que não olhou como estava amarrado. Falta de responsabilidade. Acredito que alguém nos procure para falar algo. Espero que o dono ou responsável, nem digo o motorista, mas alguém responsável pela carga, possa ver minuciosamente o que aconteceu, o porquê de tanta irresponsabilidade”, afirmou.

