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Somando esforços contra arquivamento de investigações

O grupo que articula recorrer ao plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o arquivamento de investigações sobre a atuação de ...

Última atualização

O grupo que articula recorrer ao plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o arquivamento de investigações sobre a atuação de Deltan Dallagnol e outros nomes da força-tarefa da Lava a Jato começou a cotejar a impressão de colegas a respeito dos casos. As primeiras sinalizações indicam que há chances de o colegiado contrariar o corregedor do órgão e autorizar ações contra procuradores de Curitiba. Os integrantes mais otimistas falam em 8 a 6 pró-apurações.

Quem pode mais – Os integrantes do CNMP que são favoráveis à abertura de investigações com base nas mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil esboçam ceticismo diante da possibilidade de o corregedor do órgão, Orlando Rochadel, dar seguimento a ações deste tipo. Daí a articulação para submeter pedidos de apuração ao plenário.

Por dentro – Dirigentes da Associação Nacional dos Procuradores da República que tentam mapear os passos de Jair Bolsonaro no caminho que levará ao próximo comandante da Procuradoria-Geral da República (PGR) se surpreenderam com o quanto os auxiliares do presidente estão inteirados de propostas e perfis dos nomes que estão na lista tríplice da categoria.

A fé não costuma falhar? – Os auxiliares de Bolsonaro, dizem procuradores, escrutinaram entrevistas e debates dos três nomes mais votados pelos colegas. Por isso, a cúpula da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) torce para que a surpresa no anúncio do próximo procurador-geral que Bolsonaro tem prometido seja justamente a escolha de nome da lista.

Remediado está – O escritório Trench Rossi Watanabe fechou um acordo com a J&F para pôr fim à disputa judicial iniciada pela empresa no exterior após a explosão de escândalo que colocou a delação dos irmãos Batista em risco. As partes se comprometem a não mais travar embate sobre este assunto.

Remediado está II – No centro do impasse estava o ex-procurador Marcello Miller, suspeito de auxiliar os donos da J&F no acordo de delação antes de deixar a Procuradoria. Miller trocou a PGR pelo Trench.

Nada consta – Quando a suspeita da ação de Miller nos dois lados do balcão veio à tona, o escritório alegou desconhecer o jogo duplo e entregou comunicações internas ao STF para provar sua versão. A J&F, então, abriu processo contra o TRW nos EUA – e o novo trato encerra a questão.

De hoje para amanhã – Se a proposta que cria gatilhos para evitar que o governo quebre a chamada regra de ouro for aprovada ainda este ano, as normas previstas no texto devem ser acionadas já em 2020, prevê Felipe Rigoni (PSB-ES), relator da PEC que trata do tema na Câmara. As contas da União não vão fechar até 2023.

Sem atalho – A regra de ouro proíbe o governo de tomar dinheiro emprestado para bancar despesas do dia a dia. O plano dos parlamentares é ajustar automaticamente a rota do orçamento federal antes que a falha ocorra.

Regime forçado – Em situações como a atual, em que a conta não fecha e o governo precisa de crédito extraordinário, a proposta prevê medidas severas. Entre as opções de ajuste estão a redução de 20% dos gastos com publicidade oficial, dos repasses ao BNDES e a suspensão do pagamento do abono salarial.

Para seu conhecimento – O PSB enviou nessa terça (16) aos 11 deputados que descumpriram orientação do partido e votaram a favor da reforma da Previdência um comunicado no qual informa que eles serão processados individualmente e que podem ser expulsos. Os parlamentares têm 10 dias para apresentar defesa.

Éramos 11 – Dirigentes do partido avaliam que, deste grupo, ao menos seis deputados devem ser expulsos.

Você abusou – A legenda vai aguardar o posicionamento dos parlamentares e a votação do segundo turno da reforma, mas tende a afastar em definitivo aqueles que descumpriram quase 100% das determinações da legenda, tanto no texto principal da Previdência, como nos destaques.

Visita à Folha – A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) visitou a Folha nessa quarta-feira (17), onde foi recebida em almoço. Estava acompanhada de Thaís Pinhata de Souza, assessora parlamentar.

Tiroteio
“‘Future-se’, mas o presente urge, há universidades fechando restaurantes. Tudo muito midiático, e pouco estruturado.”

Do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), sobre o programa anunciado pelo MEC para levar investimentos privados às instituições de ensino.

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