
São cinco jogos no comando do Flamengo e 40% de aproveitamento. Número baixo pela expectativa criada em torno do time, das contratações e do treinador.
O Fla foi eliminado da Copa do Brasil pelo Athletico/PR com dois empates. No Brasileirão, goleou o Goiás e empatou com o Corinthians. E, na Libertadores, perdeu para o Emelec (que venceu o seu primeiro jogo em casa!).
Jorge Jesus não é um santo milagreiro. Mas também não é um demônio. As ideias de jogo parecem interessantes. Na marcação, a ordem é pressionar muito a saída de bola do adversário. Com isso, o Fla recupera a bola já perto da área adversária.
Na construção do jogo, expressão famosa hoje em dia, o time sai da defesa com três jogadores (o volante recua para a primeira linha de passe) – formação descrita no livro Guardiola Confidencial – e tem um volante apenas de ofício. À frente dele, ninguém sabe. Como os treinos são fechados, restam os jogos para analisarmos. E o Fla foi diferente em cada um dos cinco jogos com Jesus. Confusão certa para torcedores, críticos e, imagino, até para os jogadores.

Gerson veio para ser o segundo volante, nas palavras do próprio treinador. Jogou aberto pela esquerda, posicionamento que exige velocidade. Velocidade que o Gerson nunca teve, nem quando surgiu no Fluminense…
O melhor volante do time é o Cuéllar. Barrado. E joga o Arão, que não faz as coberturas que o Cuéllar faz e, assim, sobrecarrega os zagueiros e os laterais. Enfim, o conjunto todo em Guayaquil foi um desastre.
Antes do início do confronto, eu apostaria em duas vitórias até fáceis para o Flamengo. Ainda agora, acho que o time passa. Mesmo com os desfalques, tem time para superar o Emelec, que vai se fechar, bater e esperar contra-ataques. Sem milagre. Mas também sem invenções.
Diego Alves; Rafinha, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Arão e Gerson (Arrascaeta, se houver condições físicas); Berrío, Bruno Henrique e Gabigol. Seria minha escalação para o jogo de volta. Cada um na sua.