- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Cidades

Transcol tem recorde de motoristas mulheres

Uma das primeiras mulheres a conseguir a habilitação no País foi a paraquedista capixaba Rosa Helena Schorling, em 1932. Já em 1959, a carioca Léa ...

Motoristas do Sistema Transcol contam sobre as dificuldades e superações ao volante no transporte público, mantendo o amor pela profissão

Última atualização

Uma das primeiras mulheres a conseguir a habilitação no País foi a paraquedista capixaba Rosa Helena Schorling, em 1932. Já em 1959, a carioca Léa Aguiar, que era mulher do dono de uma viação capixaba, foi parada pela polícia por estar dirigindo um ônibus em Vitória.

Essas mulheres inspiraram outras, que hoje fazem história nos ônibus do Transcol. São 81 mulheres comandando os volantes, um recorde no número, que em outubro do ano passado era de 71.

E esse número é comemorado por elas com o Dia do Motorista, celebrado na quinta-feira (25). Elas enfrentam o preconceito diário e até mesmo o medo para exercerem com muito amor a profissão que escolheram.

Motoristas do Sistema Transcol contam sobre as dificuldades e superações ao volante no transporte público, mantendo o amor pela profissão (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Na viação Serramar, que tem 21 condutoras, um grupo de motoristas vê na ocupação a carreira dos sonhos. Para Shirley da Silva, 43, ser motorista do transporte público é uma das maiores realizações. Ela cresceu vendo seu pai dirigir carreta e causou surpresa em sua mãe ao escolher a profissão. “Trabalhei como cobradora durante quatro anos e fui incentivada pelos meus colegas, dizendo que tinha potencial. Falo que quando trabalhamos com amor aprendemos com o passageiro, o trânsito. Posso dizer que eu amo o que faço”.

Já para Marilza Mendes, 42, vencer o medo foi seu maior desafio para encarar o trânsito. “Via os cobradores sendo promovidos a motoristas, mas não conseguia passar e vencer o medo, porém, não desisti. Hoje estou há três anos e oito meses na profissão”.

Quem quase desistiu da carreira foi Marta Rodrigues, 49, que no quarto dia de trabalho enfrentou muita chuva e dificuldades para transportar um passageiro cadeirante. “Fui até o local e, por conta da lama, não conseguia subir com o ônibus. Chorei muito e pensei em parar, mas terminei a corrida e hoje não me vejo fazendo outra coisa”, relatou.

A persistência também acompanhou a motorista Selma Marques, 49, que há quatro anos dirige coletivos. Sem dinheiro para tirar a carteira de motorista, Selma recorreu à CNH Social e conseguiu se habilitar nas categorias B, D e E. “Após tirar a habilitação, coloquei meu currículo e consegui o emprego. Às vezes, sofro preconceito com piadinhas do tipo: ‘Mulher no volante, perigo constante’. Mas eu tiro de letra”, contou.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.