Colocar um ponto final num relacionamento é tão doloroso, que muitos consideram o sofrimento comparável em intensidade à dor provocada pela morte de uma pessoa querida.
Formas de se separar
De um jeito simples ou complicado, com raiva ou tranquilidade, o fato é que em todas as partes do mundo as pessoas se divorciam. E ao contrário da nossa cultura, que, em muitos casos, faz do divórcio um drama, alguns povos encaram com naturalidade a dissolução do casamento.
Um bom exemplo são os mongóis da Sibéria, que simplesmente adotam o óbvio ao estabelecer que “se duas pessoas não conseguem viver juntas, é melhor que vivam separadas”.
E chegamos ao extremo, na velha China, onde uma lei permitia ao homem se divorciar da esposa tagarela.
Grandes mudanças
O casamento mudou mais nos últimos 40 anos do que em todo o período de sua existência.
A partir dos anos 1960, grandes transformações – ligadas principalmente ao advento da pílula anticoncepcional e ao movimento feminista, que contribuíram para o aumento do nível de instrução feminina e para o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho – afetaram a situação das mulheres na sociedade e na família: sua autonomia pessoal e financeira foi consideravelmente ampliada em relação aos homens.
Outra sexualidade
Muitos fatores transformaram a maneira pela qual é vivida a sexualidade. A mulher passou a reivindicar o direito de fazer do seu corpo o que bem quiser e assim a sexualidade se dissocia pela primeira vez da procriação, ou seja, já não é mais necessário estar casada para manter relações sexuais regulares. A troca sexual tornou-se um motor da conjugalidade, e não o contrário.
Como tudo começou
Após a Segunda Guerra, com a destruição de Hiroshima e Nagasaki, a ameaça da bomba atômica paira na cabeça dos jovens.
Com o sentimento de insatisfação que isso provoca, eles começam a questionar os valores de seus pais. Muitos deles, principalmente nos Estados Unidos, se recusam a dar continuidade a um estilo de vida que consideram medíocre e superficial.
Em busca da liberdade
Ao contrário de se enquadrar nos papéis determinados pela sociedade, estavam dispostos a buscar uma verdadeira liberdade, com emoções diferentes e novas sensações.
Surge a Geração Beat, composta de jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 1950, resolvem – regados a jazz, drogas, sexo livre e pé na estrada — fazer sua própria revolução cultural através da literatura.
Os beatniks
Produziram livros de poesia e prosa com uma marca muito própria. Eram, essencialmente, contestadores do sistema americano, aquele que ficou conhecido como American Way of Life e que os EUA exportam para todo o planeta.
Esses poetas achavam que tudo estava muito devagar, daí o nome Beat – ritmo, embalo, ligação e também bater e beatificar.
Esses artistas da palavra estavam descobrindo a cultura negra, a riqueza do jazz, a sensualidade, e a festa, é claro. A festa dos cabarés ao som do sopro do jazz, tudo regado com gim, cannabis e outras drogas.
Foi um movimento de celebração da vida e da liberdade. Afinal, o mundo poderia acabar por qualquer razão idiota que a guerra fria decidisse encontrar.
O noivo ideal em Roma
Os pais romanos tinham a responsabilidade de encontrar o homem adequado para sua filha, apesar de mães, tias e irmãs também se envolverem nessa busca.
A jovem não deveria tomar qualquer iniciativa e aceitar a decisão dos pais. O dinheiro vinha em primeiro lugar, mas qualidades pessoais como boa aparência e caráter pesavam na decisão.
As mulheres precisavam ser virgens e, em troca, os homens teriam que ser educados, dignos de confiança e ativos, especialmente os de classe alta.