
Pelo menos 23 famílias – de duas comunidades – foram retiradas de suas casas nesta quinta-feira (04), como medida protetiva diante do risco de acontecer um acidente. De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, 159 pessoas (de 48 famílias) já deixaram as suas casas desde fevereiro deste ano.
Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil, a mineradora ArcelorMittal apresentou um estudo que mostra o impacto real em caso de vazamento de 100% dos rejeitos da barragem. “Um novo estudo de Dam Break foi apresentado para a Agência Nacional de Mineração (ANM). Esse estudo abrange a área de inundação e ela (lama) poderia chegar em 23 novas residências”, explicou.
Em nota, a ArcelorMittal Brasil confirmou que opera a Mina de Serra Azul, que produz atualmente 1,2 milhões de toneladas de concentrado e minério granulado, mas que a barragem de rejeitos da mina está desativada desde outubro de 2012. Ainda segundo a empresa, os recentes incidentes registrados no setor de mineração e o monitoramento ampliado fez com que a empresa optasse por novas medidas.
“Após a atualização da análise teórica de rompimento de barragem (dam break) e adotando premissas mais conservadoras, a área potencial de impacto foi ampliada, mantendo uma margem de segurança maior. Em resposta, a ArcelorMittal, como medida preventiva, decidiu realocar aproximadamente 23 famílias de duas comunidades”, informou a nota.
“Agimos rapidamente em fevereiro de forma a garantir que não houvesse nenhum risco para a comunidade do entorno da barragem de Serra Azul. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para apoiar as famílias impactadas por esta última decisão, considerando que a nossa prioridade é a segurança, sempre”, reforçou Sebastião Costa, CEO da ArcelorMittal Mineração Brasil.