
O caso aconteceu na segunda (1º) e a filha do aposentado, Simara de Lourdes Bitencourt, fez um relato nas redes sociais. O benefício foi concedido na terça, mas o idoso teve uma parada cardíaca e morreu no mesmo dia. Ele estava com pneumonia.
Vilson teria sido levado de carro por 30 quilômetros até a agência e depois carregado no colo para o interior da instituição bancária. A filha escreveu que na sexta (28) foi receber a aposentadoria do pai, mas um funcionário teria informado que o benefício estava bloqueado e só seria liberado se o aposentado fizesse a chamada prova de vida.
Ainda segundo o UOL, o procedimento é exigido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e deve ser feito todo ano para evitar fraudes. É preciso ir até o banco com um documento com foto.
Simara relatou ainda que o funcionário da agência disse que o banco iria se encarregar de disponibilizar alguém para ir até o veículo e atestar a identificação do idoso. Quando chegou ao local com o pai, contou que foi informada por um funcionário que a prova de vida não poderia ser feita no carro porque seria contra as normas do INSS.
“Voltamos ao banco, entrei nervosa e pedi encarecidamente ao gerente que, por favor, olhasse com humanidade e respeito ao meu paizinho naquele estado debilitado. Mas ele me disse que o que (eu) estava pedindo é um crime e que (ele) não poderia cometê-lo, (sob) o risco de ser mandado para a rua [demitido]. E agora eu pergunto: cadê a humanidade?”, escreveu na rede social.
INSS
Conforme publicado pelo UOL, o INSS informou que beneficiários com mais de 80 anos e que não podem comparecer às agências para fazer prova de vida podem agendar para que um servidor do Instituto vá até a casa ou outro local. Isso pode ser feito pelo telefone 135 ou pelo site Meu INSS.
Em caso de pessoas com problema de locomoção, é preciso apresentar um atestado médico ou uma declaração emitida por algum hospital.
O INSS informou ainda para o portal que a prova de vida pode ser feita por um representante legal ou procurador do beneficiário cadastrado.
Em relação ao ocorrido com Vilson, o Instituto afirmou que os familiares não informaram ao órgão a idade do idoso e nem que ele não conseguia andar. A filha disse que não foi comunicada sobre a possibilidade do pai receber a visita de um servidor ou fazer a prova de vida em casa.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil informou para o UOL que os funcionários não são autorizados a sair da agência para fazer a prova de vida, porque é necessário gerar uma senha “ou capturar biometria do próprio beneficiário, procedimentos que devem ser executados dentro da agência”.
O banco disse ainda que “já iniciou procedimento para apurar as circunstâncias do atendimento ao cliente”.