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Que rei sou eu?

Às vésperas da retomada dos trabalhos no Congresso, um grupo de parlamentares se movimenta para derrubar a portaria editada por Sergio Moro que prevê ...

Tudo o que tem a digital do Planalto é visto com ceticismo pelo Congresso.

Última atualização

Às vésperas da retomada dos trabalhos no Congresso, um grupo de parlamentares se movimenta para derrubar a portaria editada por Sergio Moro que prevê a deportação sumária de estrangeiros considerados “perigosos”. Essa ala elabora um decreto legislativo para sustar a norma.

Na linha de frente da articulação, aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificaram a medida como autoritária, em um gesto do que chamam de falta de sensibilidade política do ministro.

Cada um… – Esses parlamentares avaliam que Moro usurpou de sua competência de ministro ao estabelecer um rito sumário de deportação, alterando a Lei de Migração – atualmente o deportando tem prazo de até 60 dias para regularizar a sua situação migratória. A mudança, afirmam, só pode ser feita pelo Legislativo.

…no seu quadrado – Líderes de partidos de centro e centro-direita também apontam inconstitucionalidades na portaria. Dizem, em tom de ironia, que a medida abre brecha para a expulsão de um estrangeiro só pelo fato de Moro não gostar da cara do sujeito.

Ambiente hostil – O revés é articulado no momento em que cresce a pressão por uma resposta do Congresso à atuação de Moro no caso dos hackers.

Palavras ao vento – Advogados que auxiliam o jornalista Glenn Greenwald classificou como “bravata” a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que o americano “talvez pegue uma cana aqui no Brasil”.

Passo a passo – Por enquanto, a ordem é não recorrer à Justiça, mas seguir em alerta. A avaliação é a de que Glenn não pode vestir a carapuça que o governo quer lhe impor.

No escaninho – A defesa do ex-presidente Lula apresentou em um pedido de informações uma série de questionamentos ao TRF-4 sobre o andamento de processos criminais na corte. Os advogados querem saber quantos estão aptos a julgamento no tribunal e em quais há réus presos –caso do petista.

Rito – Eles vão cobrar o cumprimento da ordem cronológica e à lei que estabelece prioridade de análise de processos de pessoas encarceradas.

Relógio – Como mostrou o Painel no domingo (28), João Pedro Gebran Neto, relator dos casos de Lula na corte, pretende finalizar seu voto sobre o caso do sítio de Atibaia (SP) entre agosto e setembro.

Explique-se – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) foi provocada a questionar o Brasil sobre a suposta demora da Polícia Federal em atender ao pedido de socorro dos indígenas de Wajãpi, no oeste do Amapá.

Contra o tempo – Líderes da aldeia dizem que o primeiro contato com a Funai aconteceu na noite de quinta (26), quando informaram sobre a invasão e pediram apoio da PF. Os policiais chegaram na manhã deste domingo (28).

A bela e a fera – Auxiliares de Bolsonaro têm estimulado o presidente a ampliar a visibilidade da primeira-dama, Michelle. Dona de imagem suave, ela é considerada um excelente contraponto ao estilo público do marido.

A bela e a fera 2 – Bolsonaro parece ter acatado a ideia. Recentemente, divulgou as redes sociais oficiais de Michelle em sua live. A primeira-dama também gravou um vídeo estimulando ajuda voluntária ao povo de Recife, castigado por uma onda de chuvas. Voluntariado e inclusão estão entre seus temas prioritários.

Minha cara – A ideia de reformular o PSL, inclusive mudando o nome do partido, nasceu para conter a profunda insatisfação de Bolsonaro com a desconexão entre ele e seu partido. O presidente até cogitou deixar a legenda, ingressando em uma sigla a ser fundada ou em uma que poderia surgir a partir da fusão de duas pequenas agremiações.

Chega mais – A proposta de trocar o nome do PSL vem acompanhada de um trabalho para aproximar o presidente da direção da sigla. A relação entre Bolsonaro e Luciano Bivar (PE), mandatário da legenda, é absolutamente protocolar.

Tchau – Quem conhece Bolsonaro diz que a esperada guinada na forma do partido deve vir acoplada ao expurgo de quadros que têm feito críticas a seus métodos de governo.

TIROTEIO

“O episódio dos Wajãpis é a inauguração da política de extermínio do governo Bolsonaro contra os povos indígenas”.

Do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sobre a invasão da Terra Indígena Wajãpi, no Amapá, e o assassinato de um líder da aldeia

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