Inovação é a palavra do momento, sobretudo, no mundo dos negócios. Para quem quer iniciar um processo inovador, seja ele pessoal ou empresarial, um bom começo é buscar compreender o que é a inovação de que tanto se fala.
Existem diversos conceitos espalhados por aí, mas me sinto confortável em dizer que inovação é criar algo novo que gere valor, pois se não gerar valor para alguém é só uma invenção, não algo realmente inovador. A inovação pode ser realizada de maneira incremental ou disruptiva, ou seja, pode ser baseada em uma melhoria de algo já existente ou pode romper com o que está posto, criando um novo mercado e mudando as regras do jogo.
Mas como iniciar um processo de inovação? O primeiro passo é acreditar em sua capacidade criativa. Sim, muita gente não se acha capaz de criar e a educação tradicional contribui, razoavelmente, para que essa ideia de incapacidade se instaure na mente das pessoas. Sempre que dou uma palestra ou aula que envolva inovação, peço aos participantes para, em 10 segundos, desenharem uma flor.
E você já pode imaginar que flor as pessoas costumam desenhar. Se pedisse o desenho de uma casa, tenho certeza que você também imagina como seria. Pois é, somos educados para dar as respostas certas e padronizadas, e esquecemos que elas não existem. O mundo seria muito melhor se nos ensinassem a formular perguntas.
Então, caros leitores, a criatividade é uma característica inerente ao ser humano. Mas, para isso, é preciso abrir as portas e deixá-la fluir. Em outras palavras, todos somos criativos. Não deixe que o julgamento, próprio ou alheio, o bloqueie.
Os irmãos Kelley, David e Tom, escreveram um livro fantástico sobre o tema: Confiança Criativa – Libere sua criatividade e implemente suas ideias. Nele, revelam estratégias efetivas para criar soluções ou lidar com problemas. A maior parte delas exemplificadas pelos casos da IDEO, empresa de design e inovação, e da D.School, escola de design de Stanford, ambas fundadas por David.
E o que a D.School e a IDEO têm em comum? O Design Thinking. Sim, é por meio do Design Thinking que as soluções para problemas complexos são desenhadas. O Design Thinking é baseado na empatia, na colaboração e na experimentação. E traz ganhos enormes de perspectivas para quem faz uso da abordagem.
Primeiro, porque nos obriga a partir do pressuposto de que não sabemos qual é o real problema do usuário. Então, para começarmos a trabalhar, temos que nos colocar no lugar de quem vai usufruir do serviço, produto, ideia, processo, enfim, do que quer que seja que estejamos criando. Depois, nos ensina a separar os momentos de idear e de selecionar ideias. E isso é muito importante, pois se já colocarmos filtros no momento da criação, não estaremos de fato trazendo ideias novas. E, por fim, nos ensina que o melhor caminho para o sucesso é falhar rápido, aprendendo com produtos beta o que o usuário espera de nós.
Olha, o Design Thinking mudou minha maneira de ver o mundo e de solucionar as questões que são colocadas.
Pode ser que não funcione para você tanto quanto funcionou para mim. Mas tenha certeza de uma coisa, você é capaz de criar! vamos começar?
Maíra do Vale Machado é professora universitária e diretora de empresa de consultoria.