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Vitória pede anulação de partida contra Ituano

Eliminado da Quadradona do Brasileiro, o Vitória protocolou uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na tarde de segunda-feira ...

O árbitro Diego Pombo marcou pênalti, assinalando toque no braço de Cássio, que estava fora da área

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Eliminado da Quadradona do Brasileiro, o Vitória protocolou uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na tarde de segunda-feira (8), pedindo a anulação da partida de volta contra o Ituano/SP, válida pelas oitavas de final da Série D.

O motivo da ação foi a marcação de um pênalti a favor do Ituano, que resultou no segundo gol da equipe paulista e decretou o fim do sonho do acesso do clube capixaba à Terceirona, no último sábado (6).

Além da anulação do jogo disputado em Itu (SP), o Vitória quer que a CBF não faça a homologação do resultado de 2 a 1 até que o caso seja analisado pelo tribunal.

A partida foi disputada na noite de sábado, no estádio Novelli Júnior, em Itu (SP), e estava empatada em 1 a 1 até os 21 minutos do segundo tempo, quando aconteceu o lance polêmico.

O árbitro  Diego Pombo marcou pênalti, assinalando toque no braço de Cássio, que estava fora da área (Foto: Reprodução de Vídeo)

O atacante Claudinho, do Ituano, chutou e a bola acertou o braço do lateral-direito Cássio, que estava fora da área. Porém, o árbitro baiano Diego Pombo Lopez marcou pênalti para o Ituano.

Após dois minutos de discussão e protestos dos jogadores do Vitória, Claudinho converteu o pênalti, virando o jogo para o time paulista.

A partida terminou em 2 a 1, resultado que eliminou o time alvianil, já que as duas equipes haviam empatado em 0 a 0 no primeiro jogo, disputado no estádio Salvador Costa, em Vitória.

A advogada Bárbara Gomes Glória Petrucci Alves foi quem protocolou o pedido junto ao STJD, no Rio de Janeiro. Ela informou que no documento foram anexadas duas fotos, de ângulos diferentes, que mostram que Cássio estava fora da área, no momento em que a bola bateu na mão dele.

“Estamos alegando que é um erro de direito, que não é uma questão interpretativa. Alegamos que o atleta não estava dentro da área penal. Estamos indo pelo lado óbvio de que o atleta não estava na área penal e o árbitro era capaz de identificar isso, mas fez (a marcação) de forma a beneficiar a equipe do Ituano”, explicou a advogada.

O pedido vai para o presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, que não tem um prazo para analisar. A advogada revelou que, geralmente, a análise é feita em três dias.

Caso o presidente do tribunal acate o pedido do Vitória, o processo vai ser analisado na próxima sessão do Pleno, que ainda não tem data para acontecer, e o campeonato pode ser paralisado.

“Não foi erro. Foi armação”

A marcação do pênalti para o Ituano revoltou o presidente do Vitória, Ademar Rocha, que estava nas arquibancadas do estádio Novelli Júnior, em Itu (SP), durante a partida do último sábado.

“Não foi um erro, foi proposital. Está bem cristalino para a gente que foi uma armação a favor do Ituano. O jogador estava a um metro e meio da área e o juiz marcou o pênalti. Estava ao lado do Gustavo (Vieira, presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo) em Itu, assistindo ao jogo, e os jogadores do Ituano não podiam cair, que ele marcava falta. Eu falei com o Gustavo que o juiz só podia estar mal-intencionado. E estava”, disse.

O presidente do Vitória ainda destacou que Diego Pombo Lopez estava há 30 dias sem apitar uma partida antes de ser escalado para o jogo do último sábado.
reunião

O presidente da Federação de Futebol, Gustavo Vieira, reuniu-se com o presidente da Comissão de Arbitragem, Leonardo Gaciba, no Rio de Janeiro, na manhã de ontem, e deve entregar o documento à Ouvidoria da Comissão, hoje, pedindo providências contra o juiz.

“Não acredito que tenha tido um favorecimento para A, B ou C. Foi um erro gravíssimo cometido pelo árbitro”, disse ele, ao ser questionado sobre a possibilidade de benefício ao Ituano, clube de Juninho Paulista, novo coordenador técnico da Seleção Brasileira.

Casagrande pede CBF reveja resultado

Até mesmo o governador Renato Casagrande se revoltou com a decisão do árbitro. Um dia após a partida, no domingo (7), ele criticou em sua conta no Twitter a forma que o Vitória foi eliminado.  “É inadmissível que o trabalho de uma equipe que tanto lutou seja interrompido devido a claros erros cometidos”, escreveu ele, que também pediu que a CBF reveja o resultado. 

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