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Regina Navarro Lins

Mapa amoroso

Para o sexólogo americano John Money, antes de qualquer escolha amorosa já havíamos desenvolvido um mapa mental, um modelo cheio de circuitos ...

Última atualização

Para o sexólogo americano John Money, antes de qualquer escolha amorosa já havíamos desenvolvido um mapa mental, um modelo cheio de circuitos cerebrais que determinam o que desperta nossa sexualidade, o que nos leva a nos apaixonarmos por uma pessoa e não por outra.

Atração por alguém em particular
Money denomina mapa amoroso um dos mecanismos pelo qual as pessoas são atraídas por alguém em particular. A forma como nossa mãe nos escuta ou nos repreende, o jeito do nosso pai brincar ou caminhar, o riso gostoso de uma tia, ou o mau humor do avô.
A casa animada, cheia de amigos ou tranquila e silenciosa, aspectos da personalidade que apreciamos num professor ou detestamos num colega, e assim por diante.

Elementos subliminares
Algumas características nos atraem, outras repudiamos. Quando conhecemos uma pessoa, a voz dela, seu jeito de falar, suas amizades, seu senso de humor, seus interesses, suas aspirações.
São milhares de coisas óbvias, e também minúsculos elementos subliminares que atuam em conjunto para tornar essa pessoa mais atraente que outra.

Entre os 5 e 8 anos
Esses mapas amorosos seriam desenvolvidos entre os cinco e oito anos de idade (às vezes até mais cedo) e são determinados pelos relacionamentos com a família, amigos, assim como por suas próprias experiências e oportunidades.
À medida que crescemos, esse mapa inconsciente toma forma e a imagem primitiva do parceiro ideal começa a emergir.

Na adolescência
Depois, na adolescência, quando as sensações sexuais inundam o cérebro, esses mapas amorosos vão se solidificando, tornando-se bem específicos com relação aos detalhes da fisionomia, da constituição física, da raça e da cor do parceiro ideal, sem mencionar o caráter, a educação, etc.
Temos um quadro mental do parceiro idealizado, dos cenários que nos atraem e dos tipos de conversas e de atividades eróticas que nos excitam.

Longevidade e avanços da medicina
Apesar de toda a transformação fisiológica que ocorre com o envelhecimento, não existe limite para o exercício da sexualidade e, sem dúvida, homens e mulheres podem ter muito prazer sexual até o fim da vida.
Não é difícil imaginar que o aumento da longevidade, aliado aos avanços da medicina e a novas técnicas de reposição hormonal para a mulher e medicamentos para manter a ereção do homem, conduz ao desenvolvimento de uma nova mentalidade quanto ao sexo praticado por pessoas idosas, até aquelas com bem mais de 70 anos.

Ciúme perigoso
Mulheres que buscam refúgio em abrigos para mulheres espancadas relatam quase invariavelmente que seus maridos fervem de ciúme.
Num estudo sobre mulheres espancadas, muitas das quais necessitaram de cuidados médicos, a mulher típica relatava que o marido “tenta limitar meu contato com amigos e família” (a tática da ocultação); “insiste em saber onde estou a todos os momentos” (a tática da vigilância) e “me xinga para me rebaixar e para que eu me sinta mal a respeito de mim mesma” (a tática de minar a autoestima).
O ciúme é a causa principal do espancamento das esposas, mas é até pior que isso. O ciúme dos homens coloca as mulheres em risco de serem assassinadas.

O que é família?
Aquele clássico padrão de família formado por pai-mãe-filhos vem perdendo espaço e novos perfis vão se configurando nos lares brasileiros. Os últimos 60 anos foram cruciais para essa transformação.
A entrada da mulher no mercado de trabalho, a queda da taxa de fecundidade, a legalização do divórcio e a onda dos recasamentos provocaram mudanças estruturais no seio familiar, o que tem levantado discussões sobre o que é família.

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