O governador Renato Casagrande (PSB) reafirmou nesta quinta-feira (26), em entrevista a uma rádio, que pretende manter o reajuste anual para os servidores públicos do Espírito Santo. Mas, o chefe do Executivo estadual destacou ainda que isso não deve ser tomado como uma promessa. Afinal, a reposição inflacionária depende do desempenho da economia nacional e capixaba.
Em entrevista à reportagem de A Tribuna, na última quinta-feira, o governador explicou o motivo pelo qual optou pela reposição da inflação e não pelo abono salarial no fim do ano.
“Se eu concedesse, por exemplo, R$ 1 mil de abono, eu teria um desembolso de R$ 90 milhões. Com o reajuste, eu estou tendo um desembolso de R$ 199 milhões. Optei pela reposição da inflação porque é muito mais estruturante e mantém o poder de compra do salário”, disse.
Quando anunciou o reajuste para o funcionalismo público, que foi de 3,5% e passou a ser pago neste mês de dezembro, Casagrande já havia dito que o governo avaliará, ano a ano, a possibilidade de reajuste, de acordo com o comportamento das receitas do Estado.
“É um compromisso nosso, tendo condições, de conceder um reajuste anualmente. Sempre que a gente conseguir, vamos realizar. Mas não podemos afirmar que terá todos os anos, precisamos avaliar anualmente a nossa economia. Quero reconhecer o trabalho dos servidores, que prestam importantes serviços aos capixabas”, ressaltou o governador.
