O governador do Rio, Wilson Witzel, afirmou no início da tarde desta quinta-feira, 26, que repudia o ataque à sede do Porta dos Fundos e “toda forma de violência ou intolerância”. Em agenda no Palácio Guanabara, o mandatário fluminense disse que o caminho correto para buscar a reparação de eventuais danos causados por um conteúdo é o Poder Judiciário, não a violência.
Witzel também esclareceu que o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, se reuniu de manhã com a equipe do canal para obter mais informações sobre o ocorrido. “Já temos informações mais precisas da câmera que filmou as imagens para que possamos fazer a investigação”, disse o governador.
“Queremos, no prazo mais rápido possível, encontrar quem são os autores dessa espécie de atentado e dar imediatamente à sociedade as respostas necessárias. Nosso governo é contra qualquer manifestação de violência contra quem quer que seja.”
Força-tarefa
A Polícia Civil do Rio criou uma espécie de força-tarefa para investigar o atentado contra o canal de humor Porta dos Fundos. A sede do grupo, na zona sul do Rio, foi atingida por coquetéis molotov na madrugada de terça-feira, 24. O caso foi registrado na 10ª DP, onde está sendo tratado como crime de explosão e tentativa de homicídio. A autoria do vídeo em que um grupo se diz autor do ataque ainda está sendo investigada.
“Houve de fato um perigo grave e concreto contra o segurança, que caracteriza uma tentativa de homicídio”, disse o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil do Rio, Fábio Barucke, em referência ao funcionário presente no local no momento do ataque.
Barucke e o delegado titular da 10ª DP, Marco Aurélio de Paula Ribeiro, reuniram-se na manhã desta quinta-feira com o ator João Vicente de Castro, integrante do Porta dos Fundos, para tratar do ataque e de suas possíveis consequências.
“Confiamos totalmente no trabalho da Polícia Civil. O Rio de Janeiro não precisa de mais violência e a gente precisa cortar esse mal pela raiz. O que aconteceu foi um atentado à liberdade de expressão”, disse Castro, em breve declaração ao sair da sede da Secretaria de Polícia Civil, no Rio.
