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VILA VELHA

Um mês após explosão de casa, família busca forças para se recuperar

Glauber Braga conversou com o Tribuna Notícias sobre a perda da mulher e a saúde das filhas

Botija de gás pode ter provocado a explosão na casa da família
Foto de perfil de Nathália Cantarela

Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização



Um mês depois de ter a casa destruída e perder a esposa em uma trágica explosão no bairro Barramares, Vila Velha, o engenheiro civil Glauber Braga contou como busca por forças para se recuperar.

“A gente está tentando reconstruir. Perdi minha esposa, as meninas perderam a mãe, estamos tentando retomar a vida. Vai ser um passo de cada vez”, contou ele ao Tribuna Notícias.

Glauber Braga, de 42 anos, e as filhas Bianca, de 9 anos e Alice, de 2 anos, sobreviveram ao desabamento da casa em que moravam em Barramares, Vila Velha.

Na tragédia, a esposa dele e mãe das meninas, Mirian Campos, de 43 anos, não resistiu após os graves ferimentos por queimadura, que chegaram a atingir 74% do corpo. Ela morreu 5 dias depois do desastre, ocorrido no dia 05 de janeiro .

A filha mais nova quase não teve ferimentos. mas a mais velha ainda enfrenta dores causadas pelo contato com as chamas. Uma explosão na botija de gás teria causado o desmoronamento do imóvel.

“Bianca está em tratamento ainda. As queimaduras dela ainda estão grandes. Quando mexe nos curativos ela ainda sente muito, tem que ficar enfaixada. O processo dela deve durar mais uns 30 dias para poder curar”, disse o pai.

Sobre a saudade da mãe, ele contou que a mais nova chegou a dizer que “a mamãe está dormindo no céu”. Ele conta que a frase foi dita por ele à filha no dia do sepultamento de Mirian.

Glauber precisou levar 30 pontos por ferimentos causados pelo desabamento. Agora, ele tenta seguir a vida, motivado pelo bem-estar das crianças.

“Deixo para chorar no banheiro, deixo para chorar de madrugada. A minha dor eu prefiro não deixar transparecer para elas, para poder reduzir o impacto da perda da mãe em cima delas”, disse emocionado.

Glauber contou que decidiu vender o lote onde a família morava. “Só estava esperando passar os 30 dias, vou pegar o laudo junto ao Corpo de Bombeiros e vou colocar o imóvel lá a venda.”

Enquanto a venda do lote e a compra de uma nova casa não acontece, Glauber e as filhas estão recebendo ajuda de amigos e parentes. O cunhado dele, casado com uma irmã de Mirian, ofereceu moradia a eles.

“Ele foi a primeira pessoa a falar ‘tem espaço lá em casa, se quiser morar lá, fique o tempo que precisar’. E eu me adequei lá na casa dele nesse recomeço da nossa vida até que a gente compre ou alugue um espaço”.

Quem quiser ajudar a família pode fazer doações via Pix, no número (27) 99644-7984 – Glauber. 



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