- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Anúncio
Cidades

Conheça as Zonas Azuis, as cidades onde se vive mais

Regiões nomeadas de Zonas Azuis agrupam pessoas mais longevas e com alta qualidade de vida, segundo determinados hábitos

Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização

Se movimentar mais de forma natural, comer melhor, manter hábitos diários que aliviam o estresse, ter amigos com quem contar para tudo, celebrar, ter propósitos na vida, manter a família em primeiro lugar e investir na espiritualidade.

Esses são alguns dos hábitos em comum encontrados por um grupo de pesquisadores em locais onde as pessoas vivem mais – as chamadas Zonas Azuis (do inglês Blue Zones). Lá, diversas pessoas ultrapassaram os 100 anos de idade com alta qualidade de vida. Mas, afinal, é possível adotar o estilo de vida de cidades conhecidas pela longevidade?

O CEO da Sharecare/Projeto Blue Zones para Brasil & América Latina, Nicolas Toth Júnior, explicou que o conceito já foi aplicado em 70 cidades nos Estados Unidos, com bons resultados em diversas áreas, como saúde, bem-estar e longevidade da população.

Nicolas Júnior explicou que, ao aplicar o conceito, foi identificado que era preciso impactar nos locais onde as pessoas convivem.

“Consolidamos três pilares, sendo o primeiro voltado para políticas públicas associadas ao anti-tabagismo, alimentação, além de urbanismo das cidades, possibilitando a locomoção e ampliando espaços como praças e parques”.

Outro pilar é impactar um boa parte dos restaurantes, empresas, supermercados, igreja, escolas e universidades para que se tenha, dentro desses ambientes, a promoção dos nove hábitos (Power 9) para a longevidade.

“E, por fim, buscamos engajar entre 10% e 25% da população para esse propósito de mudança de vida e autocuidado. É todo um trabalho para que tenhamos ‘embaixadores’ que vão influenciar as demais pessoas da população”.

No Brasil, a expectativa é de que a primeira cidade a adotar o modelo seja Joinville, em Santa Catarina. “É um trabalho de curto, médio e longo prazo, em geral, de quatro a cinco anos”, disse Nicolas.

Sobre as ações que podem ser feitas individualmente, ele aponta que pode começar por coisas simples, desde a disposição de móveis e alimentos dentro de casa, até a forma de se movimentar.

“Por exemplo, posso colocar frutas em locais mais acessíveis e dificultar os locais onde guardo as guloseimas e bolachas. Posso dar uma volta na hora do almoço a pé por um espaço aberto. Posso descer de escada. Existe uma série de atividades que podemos fazer no dia a dia”.

REGIÕES

O termo “BLUE ZONES” surgiu de pesquisas lideradas pelo jornalista Dan Buettner.

Após uma expedição para investigar a longevidade em Okinawa, Japão, nos anos 2000, sua equipe, com apoio da National Geographic, partiu para explorar outras regiões do mundo onde as pessoas apenas viviam mais e com alta qualidade de vida.


Região de Barbagia, na Sardenha (Itália): tem a maior concentração de centenários do sexo masculino do mundo.


Icária, Grécia: com uma das menores taxas de mortalidade de meia-idade e as menores taxas de demência do mundo.


Península de Nicoya, Costa Rica: menores taxas de mortalidade de meia-idade, segunda maior concentração de centenários (masculino).


Loma Linda, Califórnia (EUA): foram estudados nessa análise adventistas do Sétimo Dia. Vivem 10 anos a mais do que demais norte-americanos.


Okinawa, Japão: entre as maiores expectativas de vida no mundo.



Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.