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POLÊMICA

Rodoviários protestam e Júnior Tércio defende projeto contra “surf” nos ônibus

Segundo o deputado, autor da lei já aprovada, os motoristas estão entendendo a matéria de forma equivocada

Rodoviários protestam e Júnior Tércio defende projeto contra “surf” nos ônibus
- Dani Portella diz que projeto não leva em conta outras atribuições já dadas ao motorista
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Na manhã desta terça-feira (5), a Associação de Benefícios Independentes dos Rodoviários de Pernambuco (Abirpe) realizou uma manifestação no Terminal Integrado da PE-15, em Olinda, em oposição à Lei que visa proibir práticas como “surf” e “morcegamento” nos ônibus – comportamentos que envolvem pessoas pegando carona do lado de fora dos veículos ou em cima.

O projeto, de autoria do pastor e deputado estadual Júnior Tércio (PP), determina que motoristas interrompam o percurso e exijam que os passageiros que desrespeitarem a norma desçam dos veículos, além de acionar a polícia caso as ordens não sejam seguidas.

Durante o protesto dos Rodoviários, ônibus ficaram estacionados na rodovia, e os passageiros foram orientados a desembarcar. Todos foram pegos de surpresa. A Abirpe não faz parte do Sindicato dos Rodoviários.

Este é o segundo protesto que mobiiza a categoria, O sindicato critica o texto aprovado na Assembleia Legislativa, que aguarda sanção da governadora Raquel Lyra (PSDB).

A categoria considera que a nova exigência aumenta os riscos de segurança para motoristas e cobradores, obrigados a intervir em casos de “surfistas” ou “amorcegadores” em situação potencialmente violenta. Para os rodoviários, a medida é impraticável e coloca a integridade dos profissionais em risco.

O projeto foi defendido pelo próprio autor, Pastor Júnior Tércio, durante discussão na Alepe, após aprovação em segundo turno. Segundo o deputado, a lei tem sido interpretada de maneira equivocada por veículos de comunicação e pelos rodoviários, que afirmam que os motoristas podem ser prejudicados.

O parlamentar reforçou que a punição recairá sobre as empresas de transporte ou sobre os infratores, evitando penalizar os motoristas: “Não é coerente falar em punição das partes mais frágeis do processo, que são o motorista e a população”, explicou. A matéria, no entanto, não foi discutida com o sindicato da categoria.

A deputada Dani Portela (PSOL) manifestou oposição ao projeto, argumentando que ele ignora a rotina dos motoristas, já sobrecarregados com funções como dirigir, cobrar passagens e garantir acessibilidade aos passageiros.

Portela defendeu que a governadora Raquel Lyra vete a proposta, destacando que o projeto “precariza ainda mais as condições de trabalho dos motoristas”, tornando o ambiente de trabalho mais inseguro e exaustivo para a categoria.

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