
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), falou com A Tribuna nessa terça-feira (22), um dia antes da sua chegada ao Estado, que ocorre nesta quarta (23), às 13h10. Na conversa, ele não poupou o Partido dos Trabalhadores (PT), a quem acusou de ter promovido o maior assalto aos cofres públicos da história da política nacional.
O prefeito também não se desviou das polêmicas envolvendo o cenário político e sua atuação à frente da prefeitura da capital paulista. Ele disse que o fundo proposto no relatório da reforma política, que tramita na Câmara dos Deputados, é imoral, e que o melhor sistema seria o distrital misto.
Doria recebe nesta quarta, na Câmara de Vereadores de Vila Velha, em sessão solene, o título de cidadão vila-velhense, além de cumprir agenda com empresários locais.
A Tribuna – O que representa essa homenagem da Câmara de Vila Velha para o senhor?
João doria – Olha, eu, primeiramente, gostaria de dizer que fico muito sensibilizado com a homenagem. Para mim, é uma honra receber um título relacionado a um estado tão importante como o Espírito Santo.
Quando começou a relação do senhor com o Estado?
Minha relação com o Espírito Santo vem de longe, da época em que eu ainda era presidente do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur). Apoiei várias iniciativas voltadas para o turismo envolvendo o Estado. Acho que o Espírito Santo tem um forte potencial turístico, que pode ser explorado.
A vinda do senhor ao Estado tem cunho pré-eleitoral, já que o senhor e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aparecem na lista de presidenciáveis para 2018?
Não tenho cumprido nenhuma agenda pensando nas eleições de 2018. Não é o momento para isso. Estou indo ao Espírito Santo para apresentar projetos nas áreas da saúde, educação e urbanismo, como forma de intercâmbio entre as prefeituras de todo o País.
Não tem como falar do PSDB sem falar do PT, protagonistas dos maiores embates políticos do País. Qual sua relação do ex-presidente Lula?
Não tenho, nem quero ter qualquer relação com o Lula. O “espírito de porco” com o qual ele e a presidente cassada Dilma Rousseff governaram o Brasil deixou o País em situação de calamidade, com 14 milhões de desempregados. O PT assaltou os cofres do País.
O Lula tem dito que vai salvar o Brasil. Eu gostaria de saber de que forma ele fará isso. O povo brasileiro deve ser poupado dessa salvação.
A entrevista completa com o prefeito de São Paulo você confere na edição desta quarta-feira do jornal A Tribuna.
Reportagem: Tiago Alencar