
Uma decisão judicial determinou que a Caravela do Descobrimento, que está abandonada desde 2011 na altura dos estaleiros da Glória, em Vila Velha, será destinada ao Instituto de Pesca e Atividades Náuticas do Brasil (Ipan-BR).
Com a definição, o instituto pretende iniciar o processo de recuperação da embarcação, que foi construída para ser um símbolo das comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
A reforma depende de apoio e recurso financeiro, mas a expectativa do presidente do Ipan-BR, Nilton Coutinho, é que em fevereiro ela já esteja pronta para ser visitada, sendo local para aulas de História do Espírito Santo. “Recebemos uma grande notícia. Nós construímos a caravela, fomos a Porto Seguro quando o Brasil fez 500 anos para comemorar, fizemos projetos, como o ‘Navegando na Educação’, contando a história do Estado para os jovens. Queremos que ela volte para o mar, pois foi feita para isso”, disse.

Ele explicou que a Prefeitura de Vila Velha está buscando apoio da iniciativa privada para a retirada e restauração da embarcação, que deve ser feita na Prainha.
A promotora de Justiça do Ministério Público Estadual, Arlinda Monjardim, foi quem entrou com o pedido de extinção da fundação que mantinha a caravela, a “Descobrindo o Espírito Santo”, em 2012, e entrou com o pedido na última semana para que a embarcação fosse destinada ao Ipan-BR. “Nilton teve a ideia da caravela, ajudou a construir na época e é um entusiasta para que ela seja um meio de valorizar nossa cultura e história. Vê-la abandonada é uma falta de respeito com a cultura. Meu sonho é ver a caravela novamente no mar, com as escolas fazendo projetos e aprendendo história nela.”
O juiz que deu a sentença em dois dias, na última sexta, após o pedido da promotora, foi Felippe Monteiro Morgado Horta, da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual.
Kelly Kalle