
Envolvida na maior tragédia ambiental da história do Brasil, o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), a Samarco só deve retomar as suas atividades em 2019. A informação foi divulgada na edição desta terça-feira (15), na coluna assinada por Maurício Prates, no Jornal A Tribuna.
Segundo o colunista, além de adiar o reinício das atividades, a empresa estima uma redução de 40% de sua capacidade sobre o que produzia quando ocorreu o desastre em Mariana (MG). Para Maurício Prates, a iniciativa terá impacto “não somente na economia de Anchieta, mas também no nosso Estado e em Minas Gerais”.
Em julho deste ano, a Samarco já havia estimado o retorno das atividades somente no fim de 2018 (veja aqui), uma vez que, com o aval das autoridades ambientais pendente, não haveria tempo hábil para o retorno em 2017. Para a retomada são necessárias duas licenças: a da cava de Alegria Sul e o Licenciamento Operacional Corretivo das estruturas no complexo de Germano, Mariana.
Desde o mês de julho, o processo criminal contra a Samarco está suspenso (veja aqui) por um pedido da defesa de ex-diretores da Samarco, que querem anular a ação. Os advogados do presidente da empresa à época do desastre, Ricardo Vescovi, e o ex-número dois da Samarco, Kleber Terra, afirmam que foram usadas provas ilícitas no processo. Eles alegam que as escutas telefônicas utilizadas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal para basear as acusações contra os réus ultrapassaram o período autorizado pela Justiça.
Weslei Radavelli