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Jovem de Venda Nova do Imigrante troca futsal pelo vôlei e é referência nos Jogos Escolares

Lucas Altoé, 13, trocou o futsal pelo vôlei, esporte em que se encontrou e disputa pela segunda vez os Jogos Escolares. Foto: Paulo Sena/Sesport Com ...

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Lucas Altoé, 13, trocou o futsal pelo vôlei, esporte em que se encontrou e disputa pela segunda vez os Jogos Escolares. Foto: Paulo Sena/Sesport

Com apenas 1,56m, o jovem Lucas Altoé, de 13 anos, não está entre os alunos mais altos que representam o time de vôlei da Escola Fundação Deolindo Perim, de Venda Nova do Imigrante, na fase final dos Jogos Escolares do Espírito Santo, em Guarapari.

Entretanto, a paixão pelo esporte que já deu medalhas olímpicas e títulos mundiais ao Brasil, faz dele muito mais que o principal jogador do time. É capitão e uma das referências para os colegas de equipe.

Aos oito anos de idade, Lucas trocou as quadras de futsal pela de vôlei. “Contra a maré” e inspirado pelo pai, José Luis Ferreira, que havia jogado vôlei nos tempos de colégio, o garoto pegou a bola de vôlei e começou a dar as primeiras cortadas e saques.

“O meu pai sempre gostou do vôlei. Eu fui mudando aos poucos, hoje estou melhor no vôlei. Não tinha interesse em futsal. Para mudar foi muito difícil porque todo mundo queria jogar futebol. No recreio eu pegava a bola e ficava sozinho jogando. Devagar, meus colegas foram mudando.”

Essa mudança não só teve a influência de Lucas como fez do garoto uma das referências entre os colegas. Ele passou a convidar os amigos a jogar e correu atrás para montar um time que pudesse competir.

Hoje, o adolescente, que atua como ponta dentro das quadras, é uma espécia de exemplo para quem atua com ele.

“Meus colegas hoje me respeitam muito, sou capitão no time. Se erramos alguma coisa, meus amigos ficam esperando para ver o que eu vou fazer, se eu vou corrigir, pedem dicas…”, contou Lucas.

Participando pela segunda vez dos Jogos Escolares, ele acredita que a experiência vivida no ano passado pode ajudar o time este ano.

“Hoje temos um bom time, mais nivelado. Ano passado viemos sem saber muita coisa, foi mais difícil”, afirmou o capitão Lucas, que ajudou seu time a vencer Piúma, nesta terça-feira (8), por 2 sets a 0.

Fã de Wallace, Lucas viajou com a família para Taubaté, onde acompanhou o jogador da seleção brasileira jogando contra o Sesi. Foto: Acervo pessoal

Dedicação total ao vôlei

“Fazer um gol no futsal não é a mesma emoção que pontuar no vôlei. No vôlei todo ponto é comemorado.” A sensação que Lucas Altoé sente com o vôlei explica muito a mudança. E a paixão do jovem pela modalidade se reflete na dedicação.

Além de ter se movimentado para criar o time da escola, o garoto não se cansa de treinar. Segundo o pai, José Luis, Lucas marca e chama os colegas para treinos. Nos finais de semana, nada de descanso para o estudante, que chega a passar mais de duas horas praticando.

“Quando não tem o que fazer, fico aproximadamente duas, três horas, treinando. Meu irmão (Matheus, 16 anos) também gosta de vôlei e vai junto, joga comigo. Se ficar parado, perde o ritmo. Tem que treinar sempre, todo dia.”

José Luis esteve em Guarapari acompanhando a estreia do filho na etapa estadual dos Jogos Escolares. Foto: Paulo Sena/Sesport

Presente de aniversário e “pai coruja”

Inspiração para Lucas, José Luis é também um dos principais incentivadores do filho no vôlei. Nem que isso envolva viajar cerca de 750km até Taubaté (SP), para dar um “presente” ao filho.

“Ele me pediu de presente de aniversário para ir em Taubaté assistir o jogo do time, é fã do Wallace. Fomos para São Paulo assistir ao jogo contra o Sesi. Conseguimos acompanhar o treino na quadra, antes do jogo. O pessoal do time comprou a atitude minha com eles, de viajar para assistir ao jogo, e levaram ao vestiário, tiraram fotos, autografaram camisa”, relatou o pai.

José Luis também faz questão de acompanhar os jogos do filho, seja em Venda Nova do Imigrante, Vitória ou Guarapari (cidades para as quais já viajou para assisti-lo). Uma chance de mostrar apoio ao filho e diminuir as preocupações de pai.

“Viajo para ver os jogos porque, além de passar confiança a ele, mostrar que estamos ao lado dele, dá para olhar de perto. Por mais que a gente confie nele, é muito difícil, é bom ver o meio que ele está”, explicou José Luis, presente em Guarapari em meio aos compromissos profissionais em Vitória.

Jogos Escolares do Espírito Santo

Entre os dias 8 e 12 de agosto, Guarapari vai sediar a etapa estadual dos Jogos Escolares. Os campeões vão representar o estado na etapa nacional da disputa, que neste ano será em Curitiba, no Paraná.

A final infantil vai contar com competições masculinas e femininas nas modalidades de vôlei, handebol, basquete e futsal, e envolve mais de mil alunos de 39 municípios.

 

 

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