
Moradores de Jardim Camburi, em Vitória, protestaram nessa terça-feira (15) contra o pó preto na capital.
O grupo Todos Contra o Pó Preto confeccionou camisetas e usou carvão nas mãos para simbolizar a sujeira causada pela emissão de poluentes de siderúrgicas, que eles afirmam causar problemas respiratórios, principalmente nas crianças.
Os moradores ainda se preparam para uma manifestação nesta sexta-feira (18), quando será realizado o “Arraiá Infantil Contra o Pó Preto”, na praça Miguel Arcanjo Fraga.
Segundo um dos idealizadores do evento, o turismólogo Juninho Barbariole, 34, a ideia é fazer uma manifestação pacífica contra o problema, que segundo ele é contínuo.
“Isso afeta principalmente as crianças, porque com base em estudos médicos essa poluição atinge o nariz, a mucosa da boca e a garganta, e aumenta os casos de enfarte em idosos”, afirmou.
Juninho destacou que, além de cobrar providências das autoridades, o movimento serve para integrar os moradores do bairro. “Haverá manifestações culturais, comidas, danças e recreações.”
A dona de casa Ilzinete Barbariole, 58, contou que o pó preto é um problema de muitos anos, e que não percebe redução dos transtornos causados pela poluição.
“Esse é um tipo de problema que só é discutido na época de eleição. Estamos cansados de limpar a casa pela manhã e à tarde já estar toda suja de novo”, reclamou.
O aposentado Eustáquio Viana, 63, também reclamou da situação, afirmando que basta uma garoa para que os carros fiquem impregnados com o pó preto. “Vivemos em cima do pó preto. As varandas ficam sempre sujas. Nenhuma redução foi percebida nos últimos anos. Meu carro está imundo.”
A reportagem completa você lê na edição desta quarta-feira (16) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Carlos Mobutto