Em mais um recuo, o relator da reforma política na Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), anunciou na noite desta quarta-feira (16) que vai abandonar a ideia de ressuscitar a possibilidade de que financiadores de campanha tenham seus nomes mantidos sob sigilo.
No texto que havia apresentado na terça-feira (15) em comissão especial da Câmara, Cândido propunha que os doadores poderiam solicitar que seus nomes não fossem divulgados, a não ser para autoridades.
Paralelamente a isso, ampliou consideravelmente o limite para doações de pessoas físicas. Hoje elas só podem direcionar a candidatos até 10% do seu rendimento do ano anterior. Em 2018, o teto ficará em 50 salários mínimos. “Vou retirar [a volta da doação oculta] porque tem vários apelos para retirar. Os que apelaram pra colocar não estão defendendo a contento, então o melhor caminho é retirar”, afirmou o petista nesta quarta.
As doações ocultas vigoraram com força até 2014, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou resolução dificultando a prática.
Mais cedo, o relator da reforma também recuou na questão da criação de mais um fundo público para bancar as eleições. Ele deve retirar de seu texto o indicador que reservaria R$ 3,6 bilhões para o fundo. O valor será definido posteriormente pelo Congresso.
RANIER BRAGON (FOLHAPRESS)