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Inclusão no dia a dia das escolas

Geraldo Almeida falou sobre pedagogia da inclusão Foto: Fabricio Saiter A abertura do segundo dia do 7º Congresso Educacional de Escolas Particulares ...

Inclusão no dia a dia das escolas
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Geraldo Almeida falou sobre pedagogia da inclusão Foto: Fabricio Saiter

A abertura do segundo dia do  7º Congresso Educacional de Escolas Particulares do Espírito Santo, realizado pelo Sinepe-ES, foi com a palestra do professor e pedagogo curitibano Geraldo Almeida. O tema foi “Pedagogia da Inclusão”, discutindo qual a melhor forma de se trabalhar com alunos que possuem algum problema psicológico, social, como o próprio professor qualifica: alunos atípicos.

De acordo com Almeida, há alunos que precisam de inclusão, mas não estão contemplados na resolução 02/2001, do Conselho Nacional de Educação, que classifica os alunos atípicos.

“O conselho classifica os alunos que precisam de inclusão aqueles que são deficientes aparentes, podemos dizer que possuem uma deficiência orgânica. No outro setor estão os que apresentam severas dificuldades de aprendizagem sem causa orgânica, os que necessitam de códigos, como libras por exemplo; e os com altas habilidades. Mas falta incluir os alunos que precisam ser incluídos por motivos que não podem ser descobertos através de laudos médicos’ explicou o professor.

De acordo com Geraldo Almeida, mesmo que o indivíduo nasça perfeitamente, no quesito biológico, ele pode desenvolver características de alunos atípicos. ‘Os problemas são os mais variados, problemas na família por exemplo são causas que podem classificar o aluno dessa forma. A questão da inclusão de pessoas transgêneras também serve como exemplo”.

Público atento ao segundo dia de Congresso. Foto: Fabricio Saiter

O professor não concorda com o tipo de ação onde os pais de alunos atípicos entram na justiça para conseguir que os filhos frequentem escolas regulares. “Hoje existe uma necessidade de tentar incluir de qualquer forma e o Brasil não pensa direito e aprova as questões sem estudo. Querer a inclusão de forma rápida, pode diluir a base educacional existem atualmente”.

“Não se pode pensar somente no direito que a criança com deficiência possuí, temos que pensar na escola como um direito da sociedade. É necessário que existam escolas que atendam e até sejam especializadas nesses alunos atípicos porque o melhor lugar que ele pode estar é onde ele pode ser quem realmente é. Além disso, ao se trabalhar com esse tipo de aluno é necessário entende-lo dentro de toda a trama social em que ele está inserido”, concluiu Geraldo.

SAIBA MAIS

A partir das 14h30 acontece a palestra do psicólogo e professor Marcos Meier, com o tema “Gestão emocional – O papel da liderança no desafio de fazer”.

 

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