
A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) confirmou que foram encontrados corpos de 21 vítimas do naufrágio de um barco ocorrido no rio Xingu, no Pará, na noite dessa terça-feira (22).
Segundo o delegado Élcio de Deus, titular da única delegacia de Porto de Moz e responsável pelas investigações do naufrágio, 48 pessoas estavam a bordo do barco.
De acordo com ele, os depoimentos prestados pelos sobreviventes ligam a ocorrência de uma tempestade como a maior causa do naufrágio.
“Eles disseram que um vendaval muito forte teria atingido a popa (parte traseira da embarcação) e virado o barco.”
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que faz a medição oficial das condições climáticas do país, detectou uma concentração de nuvens do tipo cúmulo-nimbo, conhecidas por formar tempestades, na região de Porto de Moz na noite de terça, quando o acidente foi registrado.
Mas o delegado disse que vai apurar as condições de navegabilidade da embarcação e sua capacidade de transporte. O barco foi içado do rio Xingu e será colocado sobre um banco de areia nesta quinta-feira para facilitar o trabalho dos peritos.
Também serão ouvidos mais passageiros e parte da tripulação que sobreviveu ao naufrágio – apenas o comandante do navio morreu. Um dos depoimentos mais esperados é do proprietário da embarcação, que estava a bordo do navio e também se salvou. O empresário, que não teve a identidade revelada, foi resgatado e levado para o Hospital Municipal de Porto de Moz. Ele é de Santarém, mas permanecerá em Porto de Moz para ser ouvido pela polícia.
O delegado também adiantou à reportagem que vai incluir no inquérito policial a informação levantada pelo governo do Pará de que a embarcação fazia transporte clandestino de passageiros. “Só que ainda não podemos falar quais crimes vão pesar contra a empresa que fazia o transporte de passageiros. Tudo ainda é muito recente”, disse o delegado.