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Política

Punição para quem subir os preços na Venezuela

Foto: Divulgação A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela vai tomar medidas para que o controle de preços no país, que estabelece um valor ...

Última atualização

presidente de Venezuela, Nicolás Maduro Foto: Divulgação

A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela vai tomar medidas para que o controle de preços no país, que estabelece um valor máximo para os produtos, seja respeitado e aplicará uma “justiça muito severa” a quem burlar esses regulamentos, anunciou nesse domingo (20), em Caracas, o presidente, Nicolás Maduro.

“Uma comissão especial da Constituinte está trabalhando diretamente comigo e na próxima semana, que começa amanhã (segunda-feira, 21), será informado um conjunto de ações para que se respeite o preço máximo dos produtos e um conjunto de ações de Justiça, digamos, muito severa, que vão sacudir a sociedade”, disse.

As afirmações de Maduro foram feitas, em entrevista, ao jornalista José Vicente Rangel, no canal Televen. Maduro disse que não “treme o pulso” ao tomar medidas deste tipo e acusou os comerciantes de utilizarem a cotação do dólar “criminoso” para inflacionar os preços dos produtos e lucrar às custas do povo.

Maduro se referia ao dólar vendido no mercado paralelo, em câmbio não regulado, à margem das taxas do bolívar estabelecidas pelo governo venezuelano.

“Eu peço ajuda, apoio, e quem não apoiar cairá na lei de todos os setores econômicos. Eu posso provar, produto por produto, a cada comerciante deste país como eles se apoiam em um dólar criminoso para prejudicar a própria sociedade, a própria economia, e isso vai acabar”, afirmou Maduro.

O presidente afirmou que a “batalha pela produtividade”, “pela distribuição justa dos produtos”, fará com que “não haja mais escassez”. Segundo Maduro, esta é a “batalha mais dura” da Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 por Hugo Chávez.

Escassez

A Venezuela sofre uma escassez generalizada de diversos alimentos e outros produtos básicos como medicamentos, além de ter uma das inflações mais altas do mundo.

O Estado venezuelano monopoliza o fluxo de moedas sob um controle de câmbio desde 2003 e aumentou os filtros para a cotação das moedas estrangeiras nos últimos cinco anos devido à crise econômica no país, agravada pela queda dos preços do petróleo.

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