
O bancário Antônio Cesar Barbosa Pinto, 52 anos, que foi preso por estupro nesta sexta-feira (4), participava de um programa de apadrinhamento de um abrigo para ter acesso às crianças. A informação foi passada pelo titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O homem foi preso em casa, em Jardim da Penha, Vitória.
De acordo com Lorenzo Pazolini, ele confessou o crime. “Ele confessou que abusou das três vítimas identificadas até o momento. Disse que aconteceu, que foi uma fraqueza”, disse.
Segundo o delegado, o bancário tinha autorização para fazer passeios e para levar as crianças que apadrinhou para passar finais de semana com ele. “Desde 2014 ele participava de grupos de adoção e programas de apadrinhamento. Além de auxílio material e financeiro, as crianças passam um tempo na companhia desses padrinhos afetivos, que são voluntários que auxiliam crianças em acolhimento institucional. Eles vão ao cinema, à parques e, eventualmente, passam o final de semana na casa da pessoa”, explicou.
Ainda de acordo com o delegado, o homem se aproveitava disso para abusar sexualmente das crianças. “Ele era habilitado como padrinho efetivo e, dentro dessa habilitação dele, nós conseguimos comprovar que, com três meninos – um de 9, um de 10 e um de 11 – ele praticou atos libidinosos. O padrinho é um estágio pré-adoção. Mas ele não concluía a adoção. Ele se utilizava de alguma incompatibilidade e trocava de criança. Ele já recebeu mais crianças na casa dele. Ele inclusive foi responsável por outra criança, que fugiu do abrigo e nós vamos procurá-la”.
Os abusos foram descobertos após o retorno de uma das vítimas para o abrigo. “Quando elas retornam pra instituição passam por uma espécie de vistoria que eles denominam ‘banho supervisionado’. As monitoras verificam a situação da criança, conversa com ela para que ela relate como foi o período que ficaram na casa dos padrinhos. Nesse banho, uma das crianças, a de 9 anos, contou o que tinha sofrido após reclamar de dores no bumbum”, disse Pazolini.
Os outros dois meninos apadrinhados pelo acusado foram acompanhados e também relataram abusos. “Foi feito acompanhamento psicossocial com as outras duas crianças que já tinham contato com ele. As três vítimas, sem terem contato uma com a outra, e em ocasiões distintas, narraram a mesma história. Que iam até a casa dele, ele praticava atos libidinosos. Elas eram acordadas com toques e também sofriam abusos na hora do banho”, completou.
O acusado foi apresentado pelo delegado na tarde desta sexta-feira e encaminhado para presídio.
Mais detalhes na edição do jornal A Tribuna de sábado (5).