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Jogos Escolares: Marista é o dono da bola laranja

Desde 2012, ninguém sabe o que é derrubar o Colégio Marista, de Vila Velha, no basquete feminino infantil dos Jogos Escolares do Espírito Santo. O ...

Última atualização

Desde 2012, ninguém sabe o que é derrubar o Colégio Marista, de Vila Velha, no basquete feminino infantil dos Jogos Escolares do Espírito Santo. O time garantiu, ontem, em Guarapari, o título e classificação para a fase nacional dos Jogos Escolares da Juventude, que acontecem entre 12 e 21 de setembro deste ano, em Curitiba (PR).

Mariana Olm, Felipe Saad (técnico) e Luana Reis. Foto: Paulo Sena/Sesport/Divulgação

Para chegar ao título, a equipe contou com duas jovens colecionadoras de troféus no Estado. A ala-armadora Mariana Olm Resende e a ala-pivô Luana Reis, ambas de 14 anos, começaram a participar dos Jogos em 2015, então com 12 anos.

Desde então, venceram três títulos estaduais, disputaram fases nacionais e foram chamadas para as seleções capixabas de base.

Logo na primeira participação, a dupla alcançou o vice-campeonato nacional, perdendo para Santa Catarina.

“Tivemos a experiência de uma primeira divisão na fase nacional, enfrentando times muito fortes, como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. E chegar à final nos deixou muito animadas. Todo o conhecimento que ganhamos, trouxemos para o nosso jogo aqui no Estado”, contou Mariana, de 1,63m de altura.

Mariana Olm e Luana Reis. Foto: Paulo Sena/Sesport/Divulgação

Em Guarapari, a equipe “passeou” em quadra. Somados os três jogos disputados, as meninas sofreram apenas 13 pontos no total. Foram vitória de “goleada” sobre escolas de Conceição da Barra (63 a 5), Domingos Martins (37 a 4) e Linhares (23 a 4).

Mariana e Luana colecionam convocações para as seleções capixabas sub-13 e sub-14. Algo que para Luana, também com 1,63m de altura, sequer passava pela cabeça até pouco tempo atrás.

“Eu sempre olhava as meninas maiores, pensava que queria jogar como elas. Em 2014, fui convocada para a seleção sub-13 do Espírito Santo e foi uma grande surpresa. Disputamos o Sul-Brasileiro de Seleções, terminamos em quarto”.

Luana Reis e Mariana Olm se divertem e brilham. Foto: Paulo Sena/Sesport/Divulgação
Fotos: Paulo Sena/Sesport

Longo prazo

A hegemonia nos Jogos Escolares vem junto de uma caminhada de sucesso também na fase nacional. Além do vice-campeonato nacional, a equipe saiu da terceira para a primeira divisão.

Técnico das equipes feminina e masculina do Marista, Filipe Saad explicou que é feito um trabalho a longo prazo.

“Temos um projeto esportivo muito bacana, trabalho desde a escolinha, com crianças de oito anos de idade. Elas estão fazendo um trabalho a longo prazo. Nós colhemos esses frutos. Elas estão trabalhando ao longo dos anos”.

Reportagem de Felipe Pacheco, publicada na edição desta sexta-feira (11) em A Tribuna

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