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Internacional

Trump admite usar força militar contra a Venezuela

Depois da Coreia do Norte, agora o presidente americano mira a a Venezuela. Foto: Agência Brasil O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta ...

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Trump Depois da Coreia do Norte, agora o presidente americano mira a a Venezuela. Foto: Agência Brasil

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (11) que considera uma “opção militar” contra a Venezuela. Sem detalhar, ele disse que, “se for necessário”, poderá buscar uma ação militar.
“Temos muitas opções para a Venezuela, inclusive uma opção militar se for necessário”, afirmou, em Nova Jersey, quando questionado por uma repórter sobre a situação do país sul-americano.
Trump não quis dar mais detalhes, só repetiu que uma opção militar é “certamente algo que podemos buscar”.
“[A Venezuela] é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo, em lugares muito, muito distantes. A Venezuela não é muito longe, e as pessoas estão sofrendo e morrendo”, disse o americano.
Nesta quinta-feira (10), o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, havia dito que pediu ao chanceler venezuelano que ele contatasse Washington para tentar arranjar um telefonema com Trump, ou até mesmo um encontro durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.

Nicolás Maduro. Foto: Reprodução “Jamais vamos nos render”, diz Nicolás Maduro. Foto: Arquivo/AT

“Se está tão interessado na Venezuela, estou aqui ‘mister Trump’, aqui está minha mão”, disse, para na sequência chamá-lo de imperador e fazer uma ameaça. “Jamais vamos nos render e responderemos a uma agressão com armas na mão.”
A crise venezuelana se acirrou depois da eleição de uma Assembleia Constituinte, no último dia 30, em uma votação contestada pela comunidade internacional.
A ONU denunciou que as forças de segurança da Venezuela têm utilizado força excessiva -assim como torturas- para reprimir os protestos contra Maduro, provocando a morte de dezenas de pessoas desde abril.

“Soluções militares contra Coreia do Norte estão prontas”

Em nova ameaça à Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que as armas do país estão carregadas e prontas para um conflito contra Pyongyang.
“Soluções militares agora estão totalmente preparadas, guardadas e carregadas caso a Coreia do Norte aja imprudentemente”, afirmou Trump pelo Twitter. “Com sorte, [o ditador norte-coreano] Kim Jong-Un encontrará outro caminho”.
A declaração foi dada um dia após novo episódio de tensão entre os dois países. Nesta quinta (10), a Coreia do Norte anunciou detalhes de um teste de mísseis direcionados para a ilha norte-americana de Guam, no oceano Pacífico.
O secretário de secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, reagiu e disse que os EUA estão prontos para combater qualquer ameaça de Pyongyang.
Na terça (8), Trump disse que levaria “fogo e fuga” à Coreia do Norte caso o país comunista continuasse ameaçando os EUA mas, nesta quinta, afirmou que a declaração pode não ter sido “dura o suficiente”.

ARMA NUCLEAR
Reportagem publicada pelo americano “Washington Post” disse que a Coreia do Norte teria a capacidade de colocar ogivas nucleares em seus mísseis, de acordo com relatório do governo.
A informação aumentou a retórica agressiva entre EUA e Coreia do Norte. Em julho, o lançamento de um míssil intercontinental norte-coreano repercutiu em todo o mundo e já havia elevado a tensão entre os países.

“Não há nenhum vestígio de democracia na Venezuela”, afirma chefe da OEA

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. Foto: Divulgação

Ao fim de uma visita oficial de três dias a Israel, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que, até novembro, a organização apresentará ao Tribunal Penal Internacional (TPI) provas do envolvimento do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, em crimes contra a humanidade.
Em entrevista à reportagem, em Jerusalém, Almagro disse que ex-promotor da TPI Luis Moreno Ocampo, recentemente designado por ele como Assessor Especial da OEA para crimes contra a Humanidade, está recolhendo e catalogando informações para apresentar ao tribunal.
A OEA não pode entrar com ação no TPI mas pode enviar dados para embasar processos que seus países-membros instaurem.

Pergunta – A Venezuela ainda é uma democracia?
Luis Almagro – Não. Quando um país é governado com base numa enorme fraude eleitoral, tem uma Assembleia Constituinte que arrebata praticamente todos os poderes do Estado, quando temos presos políticos, quando há políticos inabilitados, quando se suprimiu a independência dos poderes do Estado, quando nem Conselho Nacional Eleitoral e nem Tribunal Supremo Judicial são poderes independentes e foram tirados todos os poderes da Assembleia Nacional, quando as pessoas saem para se manifestar e chegamos a 130 pessoas assassinadas durante manifestações, não há, nesse país, nenhum vestígio de democracia.

A OEA busca alguma condenação do regime venezuelano em uma corte internacional?
Almagro – Temos evidências suficientes de que houve e ainda há crimes contra a humanidade na Venezuela. A tortura é um dos crimes contra a humanidade mais claros na Venezuela. E é realizada de maneira sistemática por parte do regime. O assassinato de 130 manifestantes é uma variável na dinâmica de assassinatos políticos. Acho que, no fim de outubro ou princípio de novembro, já poderíamos apresentar documentação ao TPI.

O que mais a OEA pode fazer?
Almagro – A OEA tem que continuar a fazer o que vem fazendo. Denunciamos com muita força todos os atos contrários às instituições do país. O máximo que organizações internacionais podem fazer é adotar sanções. Mas ditaduras não caem empurradas por fora, caem empurradas de dentro.

Falta pressão interna na Venezuela?
Almagro – Faltam elementos de pressão que signifiquem um desafio ao poder do regime.

O que o Brasil pode fazer para ajudar o povo venezuelano?
Almagro – O Brasil fez esforços especiais para apoiar a democratização da Venezuela. Tem sido um dos países mais fortes e duros ao condenar o regime bolivariano. Moveu instâncias internacionais, não só a OEA como no próprio Mercosul, e ofereceu ajuda humanitária, que não pôde chegar inteiramente por causa de impedimentos impostos pelo regime.

 

Informações da Folhapress.

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