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‘Não sou um monstro’, diz jovem que agrediu professora

Dias após a agressão, a professora permanece como olho inchado. Foto: Reprodução/Facebook O adolescente de 15 anos que agrediu a professora Marcia ...

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Professora Marcia Friggi Dias após a agressão, a professora permanece como olho inchado. Foto: Reprodução/Facebook

O adolescente de 15 anos que agrediu a professora Marcia Friggi, na última segunda-feira (21), em uma escola de Indaial (SC), afirmou em entrevista a um programa de TV que se arrepende da agressão.

“Quero mostrar para as pessoas que não sou um monstro. A única coisa que tenho a dizer é que estou arrependido. Isso não deveria ter acontecido”, afirmou o jovem que já tinha histórico de violência e teve agora a internação decretada pela Justiça pelo período de 45 dias. Ele, no entanto, está foragido.

O caso ganhou repercussão após a professora postar uma foto que mostra seu olho roxo e inchado nas redes sociais. “Infelizmente, isso (agressão) não ocorre só comigo. Vários professores passam por esse problema diariamente. Não estou bem nem fisicamente, nem emocionalmente”, disse à reportagem no dia seguinte à agressão.

De acordo com relato da professora à polícia, a agressão aconteceu no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) da cidade. Era a primeira aula dela com o aluno. Marcia contou que o rapaz se irritou quando ela pediu para ele tirar o livro de cima das pernas e colocá-lo sobre a mesa de estudos. O aluno teria se recusado e a xingado.

Ainda segundo o depoimento, a professora pediu para o aluno se retirar da sala e ir até à direção. No caminho, segundo a educadora, o rapaz jogou o livro em sua direção, não a atingindo. A agressão aconteceu na sala da direção. Márcia diz ter levado três socos, a ponto de cair contra a parede.

O rapaz diz que foi xingado pela professora antes da agressão. “Ela me chamou de ‘fdp’. Daí, passou um filme meu e da minha mãe na cabeça e foi quando já vi a diretora atrás de mim, me segurando”, disse ele ao Fantástico.

O adolescente já tem histórico de violência. Em um dos casos, ele teria agredido um colega de escola, respondeu a um processo judicial e teve que prestar serviços comunitários. Ele também foi acusado de agredir a própria mãe e de ter ameaçado um conselheiro tutelar.

À reportagem do programa de TV, a mãe do adolescente falou que ele convivia com violência dentro de casa. “Ele via o pai chegar bêbado, me batendo, me espancando. Ele também chegou a apanhar do pai, várias vezes, não foi só uma vez. Acho que isso mexe com ele, com certeza” disse.

Reportagem: Folhapress

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