Um repositor de supermercado, de 32 anos, foi preso acusado de estuprar e engravidar a enteada de 13 anos. A menina é deficiente mental e, de acordo com a polícia, sofria abusos desde os 11 anos.
Para o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe da menina, uma cozinheira de 39 anos, foi omissa e, por isso, também vai responder por estupro.
De acordo com Lorenzo Pazolini, havia uma desconfiança generalizada de que o padrasto abusava da menina quando ficava sozinho com ela. Ainda de acordo com o delegado, algumas pessoas procuravam a mãe, mas ela não fazia nenhum tipo de denúncia, nem mesmo após a menina ter engravidado e dado à luz no dia 7 de agosto deste ano.
Após constatar a gravidez, a mãe teria tentado manter o caso em sigilo. “Recebemos uma denúncia anônima em maio, o que possibilitou que tomássemos conhecimento dos fatos e iniciássemos as investigações. A denúncia dizia que essa menina era abusada pelo padrasto, que havia conivência da mãe e que ela estava supostamente grávida”, disse Pazolini.
Em depoimento, a vítima dizia a todo tempo que o pai do bebê era o padrasto e que era obrigada a manter relações sexuais com ele. De acordo com o delegado, a mãe continuou convivendo com o companheiro e acreditava na inocência dele, mas os exames de DNA comprovam que o repositor é o pai do bebê.
Ainda de acordo com as investigações, quando a adolescente já estava no final da gestação, parentes paternos tentaram induzir ela a abortar. Uma tia deu um chá abortivo, que fez com que ela entrasse em trabalho de parto. A criança nasceu prematura e ficou internada.

