
Palidez, hematomas ou sangramentos, perda de peso rápida e manchas roxas pelo corpo estão entre os sintomas da doença
O câncer infantojuvenil é a principal causa de morte entre crianças e adolescentes, por isso é preciso estar atento aos sinais da doença. De acordo com a rádio-oncologista Anne Karina Kiister Leon, os pais devem prestar atenção a qualquer mudança de comportamento e características dos filhos.
A especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia e médica do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), detalhou que se a criança ou adolescente apresentar sinais de palidez, dor óssea, hematomas ou sangramentos, cansaço, perda de peso rápida, manchas roxas pelo corpo, além de febre sem motivo aparente, é preciso procurar um médico para investigar as causas.
“Há vários sinais que indicam o câncer infantojuvenil, além de diversos tipos da doença nesse grupo”, destacou a médica.
Anne afirmou que os dois tipos de câncer mais comuns nessa faixa etária são a leucemia e o linfoma, que, se diagnosticados precocemente, apresentam 70% de chance de cura.
“Daí a importância de prestar atenção nas reações das crianças e dos adolescentes para aumentar a possibilidade de descoberta do câncer o mais rápido possível”, alertou.
A especialista acrescentou que a leucemia afeta os glóbulos brancos, tendo como principais sintomas perda de peso sem esforço e dor nos ossos e nas articulações.
“Já o linfoma atinge o sistema linfático, que age na defesa do organismo. Nesse caso, os sinais mais comuns são fraqueza e aparecimento de nódulos pelo corpo”, explicou.

“Já atendi um recém-nascido de apenas dois meses, vítima de câncer. Quanto mais novinho, maior é a importância de ficar atento aos sinais”, ressaltou.
Durante todo este mês, a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci) promove a campanha “Setembro Dourado” como forma de conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, afirmou a médica, que também respondeu às perguntas dos leitores de A Tribuna.
Existem formas de prevenção contra o câncer infantojuvenil?

Solimar José Piveta Junior, 40 anos, mecânico
Recomendo que os pais incentivem seus filhos a manterem uma vida saudável. Para os adolescentes, o alerta é quanto ao início da vida sexual, muitas vezes precoce, quando pode acontecer a transmissão do vírus HPV, que pode levar a um câncer infantojuvenil.
Minha filha teve câncer aos 5 anos de idade. Hoje ela tem 15 e a doença está controlada. As chances dela ter outro tumor na vida adulta são maiores?
Mariana Junqueira, 35, administradora
As chances dela desenvolver câncer em outra região do corpo na vida adulta são as mesmas de uma pessoa que nunca teve a doença. Porém, na região atingida pelo tumor na infância, de fato há uma chance maior dela ter câncer nessa mesma região durante a fase adulta. Daí, a importância do acompanhamento constante.
Meu sobrinho teve câncer com 2 anos. O controle deverá ser feito pelo resto da vida?
Poliana Simões Betânia, 29, doméstica
Inicialmente o controle deve ser feito de maneira mais frequente pelo menos nos próximos 10 anos após a ocorrência do tumor. Após esse período, os exames passam a ser periódicos.
Minha filha está sempre gripada e com problemas respiratórios. Isso pode ser sinal de algum câncer infantojuvenil?
Melissa Veiga, 39, bancária
Sintomas que permanecem por períodos longos com certeza devem ser investigados. Deve-se tomar cuidado com o tumor de hipofaringe, por exemplo, que tem como sintomas nariz entupido e/ou sangramento nasal.
Após os 2 anos, devo levar minha filha ao pediatra de quanto em quanto tempo?
Luiz Henrique Medeiros, 35, gerente
Recomendo que, após os dois anos de idade, a criança seja levada ao pediatra a cada quatro meses para consultas de rotina.
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– As diferenças entre o câncer infantil e de adulto consistem principalmente nos aspectos morfológicos (tipo do tumor), comportamento clínico (evolução) e localizações primárias.
- – A leucemia representa o maior percentual de incidência nessa faixa etária (26%), seguida do linfoma (14%) e dos tumores do sistema nervoso central (13%).
- – A campanha “Setembro Dourado” é uma iniciativa da Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc).
- – A CONIACC congrega 53 instituições, entre elas a Associação Capixaba contra o Câncer Infantil (Acacci).
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Por Milena Martins para o Jornal A Tribuna do dia 10/09/2017
A coluna Fala, Doutor é publicada todo domingo no caderno AT em Família
“Há vários sinais que indicam o câncer infantojuvenil, além de diversos tipos da doença nesse grupo”, destacou a médica.
Meu sobrinho teve câncer com 2 anos. O controle deverá ser feito pelo resto da vida?
– As diferenças entre o câncer infantil e de adulto consistem principalmente nos aspectos morfológicos (tipo do tumor), comportamento clínico (evolução) e localizações primárias.