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Ajudante de pedreiro é preso acusado de estuprar enteada de 12 anos

Fachada da DPCA. Foto: Fernando Ribeiro/AT Um ajudante de pedreiro de 23 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (27) em Vila Velha acusado de ...

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Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Fachada da DPCA. Foto: Fernando Ribeiro/AT

Um ajudante de pedreiro de 23 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (27) em Vila Velha acusado de estuprar a enteada de 12 anos. A mãe da menina, uma dona de casa de 31 anos, vai ser investigada.

De acordo com o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, os abusos começaram quando a vítima tinha 11 anos. “Ela tinha apenas 11 anos de idade quando veio da Bahia. Ela vivia com o pai, mas ele alegou que não tinha mais condições de criá-la por ter outros cinco filhos e a menina veio morar com a mãe, que já convivia com o acusado, com quem tem uma filha de 4 anos”.

A investigação começou a partir de uma denúncia. “Nós descobrimos a partir de uma denúncia anônima que narrava que ela ficava o dia inteiro junto com uma criança de quatro anos, que é irmã dela, trancada em um apartamento no município de Vila Velha. Fomos até o local, averiguamos essa denúncia, que realmente procedia. Ela foi encontrada trancada no apartamento e a partir daí, com o apoio da escola e do Conselho Tutelar, nós aprofundamos as investigações até chegar a autoria dos fatos”, comentou o delegado.

Algumas pessoas já desconfiavam que a menina era vítima de algum abuso. “Vizinhos e a própria comunidade escolar já sabiam que havia algo de errado naquela família porque aquela criança apresentava algumas alterações de comportamento que são indícios de que ela havia sido violentada sexualmente”, disse Pazolini.

Para a polícia, a mãe da menina foi omissa. “Nós temos a certeza de que a mãe tinha conhecimento dos fatos, sobretudo porque há relatórios anteriores de que ela foi cientificada dos fatos e não tomou nenhuma providência, muito pelo contrário: ela preferiu continuar convivendo com o acusado a resguardar os interesses da filha. Além disso, hoje, quando nós fomos cumprir o mandado de prisão, ela auxiliou o padrasto em uma tentativa de fuga. Ele tentou se evadir por meio de outros apartamentos do condomínio, mas nós conseguimos localizá-lo no interior da residência de um vizinho”, contou.

A família teria mudado de bairro por causa da desconfiança de vizinhos. “No bairro anterior onde eles residiam, alguns vizinhos já tinham conhecimento dessa omissão da mãe e dessa ação do padrasto de violação sexual. Então, houve uma tentativa da comunidade de fazer justiça com as próprias mãos e eles, sabendo que algo de pior poderia acontecer, se mudaram para esse novo apartamento”, disse.

O ajudante de pedreiro alega inocência. “Nós temos o relatório psicossocial, temos a oitiva da vítima, temos informações prestadas pela escola e pelo Conselho Tutelar, além do laudo do DML que comprova que a vítima sofreu violência sexual. O acusado, apesar de tudo isso, ainda nega a prática de qualquer tipo de crime. Ele vai responder por estupro de vulnerável com pena de 8 a 15 anos de reclusão”, concluiu.

A menina foi encaminhado para um abrigo, onde está recebendo atendimento. A mãe dela será investigada e, se for comprovada a omissão, também pode ser presa.

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