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“É difícil corrigir filho adulto”, diz atriz que interpreta mãe de Bibi Perigosa

Foto: Globo/Cesar Alves Para andar de patins e bicicleta, joelheira e capacete. Subiu no sofá? Ela já está a postos, de olho. Pronta para salvar de ...

“É difícil corrigir filho adulto”, diz atriz que interpreta mãe de Bibi Perigosa
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Elizângela e Juliana Paes são Aurora e Bibi, em A Força do Querer Foto: Globo/Cesar Alves

Para andar de patins e bicicleta, joelheira e capacete. Subiu no sofá? Ela já está a postos, de olho. Pronta para salvar de uma queda. E, para garantir que cresçam fortes e saudáveis, alimentação nutritiva.

Todo cuidado com o filho é pouco para uma mãe. E se engana quem pensa que a preocupação materna dá uma trégua quando eles atingem a maioridade. Jamais! Em alguns casos, as enrascadas em que os filhos se metem quando adultos são de arrepiar os cabelos.

Que o diga Elizângela, que interpreta Aurora, a mãe de Bibi Perigosa, em “A Força do Querer”. Confiando no ditado “é de pequeno que se torce o pepino”, a atriz de 62 anos, mãe de Marcelle Sampaio, de 43, aconselha paciência para a sua personagem.

“Acho que é difícil corrigir filho depois de adulto. Ou protegê-lo. Porque, normalmente, um filho, quando se rebela, quando tem esse tipo de postura, não está querendo ser protegido. Ele está querendo
quebrar a cara e viver as suas próprias experiências”, diz ela, que sofre com o que sua personagem vem passando.

“Conviver com o sentimento de frustração da personagem, às vezes, é cansativo emocionalmente para mim”, admite.

“A mãe é a última a quem ele dá ouvidos”

AT2 – Você já viveu filhas rebeldes na televisão. Como tem sido hoje viver a mãe?

Elizângela – É, já fiz personagens rebeldes sim, mas nada parecido com a Bibi. (Risos) Nenhuma das atrizes que foram minhas mães passaram pela situação que estou passando. (Gargalhadas) Sempre foi tudo infinitamente mais leve, uma rebeldia de adolescente mesmo. Nada muito sério. Essa lucidez da Aurora é frustrante demais para ela, com toda certeza. Como mãe, você está enxergando onde aquilo vai dar e sofre com a impotência de não conseguir modificar nada.

>Acredita que a paixão pode cegar uma pessoa?

Acredito que a paixão pode cegar sim. Mas, no fundo, no fundo, o que acontece mesmo é que a gente faz que não vê, que não está percebendo, a gente não quer ver. Acho que esse é o caso da Bibi. Ela não quer encarar, não quer dar o braço a torcer para o fato de que está errada. É orgulhosa. É por aí. (Risos)

>Bibi parece perseguir um príncipe encantado. Isso existe?

Não. Nunca acreditei em príncipe encantado. Nunca tive essa visão do homem. Claro que a gente sempre espera uma pessoa de boa índole, de caráter. Mas o ser humano é uma caixinha de surpresa e você nunca sabe com quem de fato vai esbarrar. É claro que eu já vivi a situação de sofrer por amor. Quem não passou por isso na vida? Mas nunca vivi nada que não me fizesse estar inteira como estou. Na boa. Graças a Deus! (Risos)

>Os puxões de orelha que já deu, como mãe, funcionaram?

Isso não tem fórmula, né? Não há nada que esteja escrito “faz assim que vai dar certo”. Isso não existe.
E ainda: a mãe é a última sempre a ter poder de opinião para as coisas. O filho vai escutar a amiga, o
amigo, vai escutar a tia, a avó, vai escutar seja quem for. A mãe é a última a quem ele dá ouvidos. (Risos) Claro que isso aconteceu comigo e com a minha filha. E não tem jeito, tem que ter paciência.

>É diferente ser bem-sucedida após os 60 anos?

O que eu vivo hoje é muito especial. Fazer sucesso é sempre muito bom, né? Obviamente, é sempre
maravilhoso fazer sucesso. (Risos) Mas eu apenas fiz o meu trabalho. Apenas fiz o que faço sempre, que
é fazer o melhor dentro daquilo que me foi proposto. Se isso é ser bem-sucedida, acho que eu sou.

>Continua bela.

Muito obrigada! (Risos) Acho que a natureza é boa comigo. Minha mãe faleceu há pouco tempo e era uma mulher de 92 anos que tinha uma pele maravilhosa! A minha avó também, tinha pernas lindas até bem velhinha. (Risos) Não tenho essas fobias, essa coisa de ficar bela. Quero me manter legal durante um bom tempo. (Risos)

 

Reportagem de Paula Dell’Isola

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