
O policial civil Hilário Antonio Fiorot Frasson conversou com a reportagem de A Tribuna e quebrou o silêncio sobre a morte da sua mulher, a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, assassinada a tiros no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória, no último dia 14.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) trabalha com a hipótese de crime de mando, sendo a principal linha feminicídio.
O policial civil estava em processo de separação da vítima e, nessa quarta-feira (20), contratou o advogado Homero Mafra, presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil, para sua defesa.
A arma do policial foi recolhida no dia do crime, segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia. O celular também foi apreendido.
A Tribuna – Nos dias seguintes ao assassinato da Milena, o seu nome surgiu com muita frequência na mídia. Sua arma e celulares foram apreendidos e agora um novo advogado entrou no caso. O que está se passando?
Hilário Antonio Fiorot Frasson – Estou muito triste. É difícil de falar neste momento. Tudo está muito recente. Não sei se é muito apropriado comentar, porque eu mesmo ainda não sei de nada. Meu advogado (o presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil, Homero Mafra, que assumiu o caso ontem) está entrando no caso (que investiga a morte de Milena) para aí, sim, termos conhecimento dos fatos.
Há informações de que você não tem ido trabalhar desde que as investigações da morte de Milena começaram. É verdade?
Eu estou levando a minha vida normalmente, dentro do possível, é claro.
Você prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil?
Lógico que não! O crime apurado não é funcional. Não tem nada a ver com a Corregedoria da Polícia Civil!
Mas você foi à Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP)…
Estou disposto a ajudar. Disposto a tudo para que isso se resolva. Eu sou uma vítima nisso tudo. Nunca passei por uma situação dessas.
(Hilário diz que não quer falar mais e desliga o telefone).
A entrevista foi concedida nessa quarta-feira, antes da prisão do pai de Hilário, Esperidião Carlos Frasson, na manhã desta quinta.
Na quarta a reportagem também procurou Esperidião, que disse: “Não estou envolvido nesse problema”.
A reportagem completa sobre esse caso você lê na edição desta quarta-feira do jornal A Tribuna.