
De acordo com o Instituto Latino Americano da Sepse (Ilas), ela era chamada antigamente de septicemia ou infecção no sangue, já atualmente é conhecida como infecção generalizada.
“Não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção”, explica o instituto.
A coordenadora médica da UTI do Hospital Unimed e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Eliana Bernadete Caser, detalhou como a sepse pode surgir a partir do ato de espremer uma espinha.
“Na hora que você espreme a espinha corre o risco de disseminar a bactéria pelo sangue, e ela pode se
alojar no rim, pulmão e coração, se depositar nos tecidos e causar uma sepse”, explicou, lembrando que a doença pode evoluir a partir de qualquer tipo de infecção.
No Dia Mundial da Sepse, ontem, médicos e trabalhadores da saúde do Hospital Unimed foram a alguns terminais de ônibus da Grande Vitória para conscientizar a população sobre o assunto.
Hoje, o trabalho continua. Segundo a médica, a partir das 15 horas, haverá no hospital um encontro de ex-pacientes que sobreviveram à sepse e as famílias deles com a equipe da unidade hospitalar.
De acordo com o gerente médico de vacinas da GSK, Celso Freitas Junior, 50% a 60% do total de
pacientes com a síndrome morrem se não forem tratados adequadamente. Além disso, ela mata mais que enfarte e câncer.
Freitas Junior aconselhou que se uma pessoa está com infecção em casa, a família deve ficar atenta a alterações na frequência cardíaca e temperatura da pele, por exemplo, já que podem ser sinais de sepse.
Segundo ele, os casos mais comuns que evoluem para a enfermidade são infecção urinária e pneumonia.
“Geralmente, são casos que precisaram ser tratados com antibióticos”, explicou o médico.
Saiba mais
O que é a sepse?
>Sepse é uma infecção que causa a disfunção de um órgão ou mais e pode levar à morte.
>Ela pode evoluir a partir de qualquer tipo de infecção e ser causada por diferentes agentes, como vírus,
fungos e bactérias.
Tratamento
>O tratamento da sepse é feito com foco na infecção, preservando as funções dos órgãos do corpo.
>Como o tratamento geralmente é com o uso de antibióticos, os médicos destacam que é importante usar o antibiótico corretamente quando tiver alguma infecção, para evitar que a bactéria fique resistente a ele.
Prevenção
>Uma das das formas de prevenir a sepse é a higienização das mãos, principalmente para quem está em hospital, para evitar a contaminação.
Reportagem de Verônica Aguiar para o jornal A Tribuna desta quinta-feira.