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Festa para campeã mundial de jiu jítsu, a capixaba Ariane Guarnier

Campeã mundial de jiu-jítsu na categoria pena master, a capixaba Ariane Pereira Guarnier, de 34 anos, foi recebida com festa e desfilou no carro do ...

Festa para campeã mundial de jiu jítsu, a capixaba Ariane Guarnier
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Campeã mundial de jiu-jítsu na categoria pena master, a capixaba Ariane Pereira Guarnier, de 34 anos, foi recebida com festa e desfilou no carro do Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (13), em Vitória, após conquistar o título em Las Vegas, nos EUA, dia 24 de agosto.

Campeã mundial de jiu jítsu Ariane Pereira. Foto: Fábio Vicentini/AT

De férias, a engenheira metalúrgica, que é multicampeã na modalidade, teve a recepção de familiares e amigos no aeroporto da capital. E se emocionou ao desembarcar.

“Sensacional! O jiu-jítsu é tanto valorizado lá fora e a gente sente que aqui no Brasil é um pouco menos, temos tantos atletas bons de verdade que têm o jiu-jítsu no sangue. E chegar aqui, ver minha família e meus amigos fazendo isso comigo aqui, é muito bom. Estou muito feliz”, afirmou ao ver a recepção calorosa.

Natural de Vitória e atualmente moradora do bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, Ariane Guarnier treina em Morada de Camburi, na Capital. Desde a infância, sempre foi envolvida com esporte.

A campeã mundial já competiu na natação, vôlei, futebol de campo, futsal e rúgbi, mas seu amor pela arte suave sempre falou mais alto.

Aliás, ela nem sabia que desfilaria pelas ruas de Vitória em carro aberto, em carreata até a academia onde treina. Foi uma surpresa da família.

Ariane Guarnier desfilou em carro aberto do Corpo de Bombeiros, em Vitória. Foto: Fábio Vicentini/AT

“O quê? Nossa, não sabia! Não acredito! O esporte transforma, né? De uma forma geral, acho que todos os pais e mães deveriam incentivar muito o esporte, porque vale muito a pena. O esporte não é a vitória dentro do tatame, no meu caso, mas é uma vitória para a vida, onde você vai aprender a cair, a se levantar, a superar as diferenças, então, é para a vida. É muito mais do que medalhas, é realização para ser plenamente feliz”, disse a capixaba.

Na adolescência, ela fez curso técnico de Eletrotécnica antes da graduação em Engenharia Metalúrgica. E não pensa duas vezes ao dizer qual é seu hobby:

“Acho que está mais para a engenharia (risos). Quem me conhece mesmo, sabe que eu faço esporte com alegria. Desde que me entendo por gente eu pratico esporte, esporte é muito bom para a saúde, para a mente, para o relacionamento entre pessoas, onde você aprende a respeitar, ter disciplina, coragem, foco, fé e proporciona isso. O jiu-jítsu na minha vida é isso”, frisou.

Ariane Pereira foi recepcionada por familiares no aeroporto de Vitória. Foto: Fábio Vicentini/AT

QUEM É ELA?

Ariane Pereira Guarnier
Idade: 34 anos
Onde nasceu: Vitória
Profissão: engenheira metalúrgica
Modalidade: judô
Categoria: pena master
Faixa: preta
Principais títulos: Mundial (2017), Campeonato Belo Horizonte Winter Internacional (2017), vice-campeã brasileira (2017), vice-campeã sul-americana, vice-campeã mundial sem quimono (2015)

Ariane foi abraçada pelos familiares e recebeu flores no aeroporto de Vitória. Foto: Fábio Vicentini/AT

Título é presente para o pai

Balconista de uma loja de autopeças, seu Angelo Guarnier, de 63 anos, recebeu o maior presente de aniversário em toda sua vida no dia 24 de agosto deste ano. A decisão do Mundial de Jiu-jitsu foi justamente nesta data e a medalha de ouro foi um verdadeiro presente.

Ariane e seu pai Angelo Guarnier. Foto: Fábio Vicentini/AT

“Falei que ela era uma guerreira vencedora e ela gostou quando disse isso antes da final. Ela me disse que iria oferecer essa medalha como presente de aniversário. Quando foi campeã, não sabia o que fazer de tanta emoção”, contou o pai da lutadora.

Inclusive, foi seu Angelo o principal mentor de Ariane Guarnier no esporte em que hoje ela é campeã mundial.

“Sempre incentivei ela a competir. Ela começou na capoeira. Eu também era esportista, cheguei a jogar futebol em time amador no interior do Estado (risos). Depois fui treinador de time amador também, então, sempre mexi com futebol, desde novo”, lembra Angelo.

Reportagem de Acácio Rodrigues

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