
Alegando uma falha na forma como os depoimentos de Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho foram colhidos, os advogados de defesa dos acusados de serem intermediários do crime que culminou na execução da médica Milena Gottardi Tonini, de 38 anos, estudam a possibilidade de pedir a anulação dos interrogatórios.
Milena morreu após levar dois tiros na cabeça quanto saía do trabalho, no Hospital das Clínicas, em Vitória, no último dia 14.
De acordo com o advogado Carlos Eduardo Lyrio, que defende Valcir, a polícia deveria ter ouvido o acusado na presença dele.
“Ele falou que pediu a presença do advogado assim que foi preso e eu já tinha ido na delegacia no dia anterior falando que o meu cliente iria se apresentar espontaneamente. Mas, mesmo assim, não me esperaram chegar para colher o depoimento dele”, afirmou Lyrio.
Ele destacou ainda que o Estatuto da Advocacia determina que todo preso deve ser ouvido na presença de um advogado, se assim desejar, e que o não cumprimento da lei pode acarretar na anulação do depoimento.
“Pretendo, em momento oportuno, questionar ou pedir a anulação do depoimento do Valcir. Ainda preciso ter acesso a todo inquérito para saber ao certo”, acrescentou.
Já o advogado David Passos, que defende Hermenegildo, destacou que o acusado já estava sendo ouvido quando ele chegou na unidade policial.
“O delegado foi informado que ele tinha advogado. Mas, quando cheguei na delegacia, o depoimento dele já estava na metade. Estou estudando pedir a anulação”, disse David.
O advogado Leonardo da Rocha de Souza, que defende Dionathas Alves Vieira, apontado como o executor, e Bruno Rodrigues Broetto, que teria emprestado a moto para Dionathas, afirmou que seus clientes também foram ouvidos sem a presença de advogado, mas que não pretende pedir a anulação.
Em tempo: menos de uma semana após a morte de Milena, os seis acusados de participação na morte foram presos. Entre eles está o marido de Milena, o policial civil Hilário Frasson, 44, apontado como um dos mandantes do crime.
A reportagem completa você lê na edição desta sexta-feira (29) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Simony Giuberti