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Política

“Sugiro que delatores passem de exílio em Nova Iorque para exílio na Papuda”, diz Luiz Fux

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF Em dura manifestação na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (6), o ministro Luiz Fux defendeu ...

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Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Em dura manifestação na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (6), o ministro Luiz Fux defendeu a prisão e a anulação dos benefícios concedidos aos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud. Para o ministro, os delatores atentaram contra a dignidade da Justiça e deveriam trocar o “exílio de Nova Iorque para o exílio na Papuda” (presídio em Brasília).

A fala de Fux é uma referência direta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot – presente na sessão -, uma vez que caberia ao Ministério Público Federal pedir à Justiça a prisão.

Para o ministro, as gravações que vieram à tona mostram que os delatores enganaram o Ministério Público e a sociedade. “Eles ludibriaram o Ministério Público, eles degradaram a imagem do país no plano internacional, eles atentaram contra a dignidade da Justiça e eles revelaram a arrogância dos criminosos de colarinho branco. De sorte que eu deixo ao Ministério Público a opção de fazer com que esses participantes dessa cadeia criminosa, que confessaram diversas corrupções, que eles passassem do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”, disse.

O ministro Celso de Mello, decano na Corte, também fez um desagravo a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, que determinou nesta quarta-feira (6) que a Polícia Federal investigue citações indevidas a ministro do tribunal nas conversas dos delatores. “As graves insinuações que transparecem dos diálogos mantidos por determinados agentes colaboradores, mostram-se, tais insinuações, impregnadas de elementos que, se não forem cabalmente esclarecidos, culminarão por injustamente expor esta Corte e os magistrados que ela integram ao juízo severo, ao juízo inapelável da própria cidadania”, disse Mello.

Em nota divulgada na terça-feira (5), Joesley Batista e Ricardo Saud, delatores da empresa JBS, pediram “sinceras desculpas” aos ministros do Supremo e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelas citações indevidas em conversas gravadas por eles e entregues à PGR.

 

Weslei Radavelli, com informações de agências

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