
O trecho da BR-101 em Mimoso do Sul, onde aconteceu o acidente que deixou 11 mortos na tarde desse domingo (10), está liberado para duplicação desde 2015. Apesar disso, a Eco101 não tem planos para realizar a obra no momento, alegando que no local há pouco tráfego de veículos.
A justificativa da empresa que administra a rodovia foi publicada por A Tribuna do último dia 5 de agosto. Procurada na noite desse domingo, a concessionária informou que o trecho seria o “último a receber as obras de duplicação por conta do baixo tráfego de veículos na região e que o prazo que a concessionária tem para executar as obras é até 2038”.
Assim como o trecho de Mimoso do Sul, outros cinco estão liberados para duplicação, com aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os trechos ficam nas cidades de João Neiva, Ibiraçu, Anchieta e Itapemirim. As obras já começaram, segundo a empresa, e serão entregues em maio de 2018. O outro fica na Bahia e a empresa também não pretende duplicar no momento.
Contrato
Alegando dificuldades financeiras para cumprir o contrato que prevê a duplicação de 418 km, dos 475 km da BR-101 no Estado, a Eco101 apresentou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma proposta de readequação de contrato.
A ideia da concessionária é duplicar apenas 91,7 km, construir terceiras faixas e implantar outros cinco contornos de centros urbanos. São eles: São Mateus, Linhares, Ibiraçu, Fundão e Rio Novo do Sul, o que representaria, segundo a Eco101, mais 70 km de efetiva duplicação da rodovia, e ainda propôs construir 57,4 km de faixa adicional – a chamada terceira faixa.
A proposta foi rejeitada pela ANTT, que solicitou um novo estudo com três propostas. Além disso, a empresa deveria apresentar um cronograma mais detalhado com informações de pedágio, considerando o cumprimento de toda duplicação, terceira faixa e passarelas. Com isso, o destino da duplicação da rodovia continua incerto.
Apesar de já ter dado um parecer, a ANTT não deu um novo prazo limite para a apresentação das propostas.
A Eco101, portanto, não precisa seguir um calendário para agilizar o processo.
A Eco101 informou que ainda não foi oficialmente comunicada da decisão da ANTT e que vai fazer ajustes no projeto já elaborado.