por: Fábio Junger
“Poluição, desmatamento e queimadas são sempre indesejáveis, mas visíveis e rotineiros na sociedade”
Sabemos que o desequilíbrio ecológico ocorre quando algum elemento de um ecossistema é reduzido em quantidade, adicionado ou subtraído. Esta mudança pode originar reações em cadeia e repercutir diretamente no funcionamento do ecossistema.
Muitas das atividades humanas causam mudanças tão intensas e tão rápidas, que os mecanismos naturais não conseguem neutralizar a tempo seus efeitos nocivos. Um dos exemplos dessas atividades mais prejudiciais à natureza é o desmatamento, que tem como principais consequências à degradação do solo, destruição de espécies e enchentes, consequências do aquecimento global.
Este desequilíbrio é consequência do consumo descontrolado dos recursos naturais e da geração de resíduos e emissões atmosféricas que se intensificaram desde a revolução industrial, que afetam tanto o homem contemporâneo, quanto a população futura, cuja tendência é enfrentar sérios problemas ao longo do tempo.
Poluição, desmatamento e queimadas são sempre indesejáveis, mas visíveis e rotineiros em qualquer sociedade com um mínimo de desenvolvimento e industrialização. No último século tem-se assistido ao apogeu da intervenção do homem sobre o planeta, com o surgimento dos motores a combustão, com a queima de combustíveis fósseis, com o avanço da industrialização.
Nos últimos 70 anos nos deparamos com os desafios deste processo. Apesar das evidências dos efeitos negativos, muitos empresários e alguns líderes ainda não acordaram para a real situação da natureza e sua importância para a nossa existência. Consciência ambiental hoje é uma questão de sobrevivência.
As mudanças climáticas, as reações da natureza, todos os alertas que os cientistas estão levantando há anos em relação à falta de água, problema que parecia tão distante, mas que já estamos vivendo, e que a proporção de mata já não é suficiente para o controle da poluição gerada no planeta.
Para o homem, fica a grande e fundamental responsabilidade de desenvolver práticas para minimizar os impactos de suas atividades ao meio ambiente.
Um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse aponta o Brasil como o segundo país do mundo com o maior nível de estresse. Isso significa que, de cada 10 pessoas, três sofrem com esse problema.
Mas qual seria o significado real do contato com a natureza para o homem? As plantas e flores são mesmo calmantes? Todos nós já ouvimos alguém dizer que um passeio no jardim é muito relaxante. Cuidar das plantas, nem se fala, “é terapêutico”, diz o senso comum.
A reciclagem também é uma ótima prova de que com criatividade muitos desafios podem ser vencidos. E criatividade é uma marca brasileira. Se cada um fizer sua parte, podemos sonhar com um futuro saudável, um futuro vivo!
O homem é o maior responsável pelo desequilíbrio ambiental, mas também é o ser mais impactado pelas suas consequências. Deste modo, é necessário que sejam tomadas atitudes para a recuperação do equilíbrio ecológico, o que pode demorar muito tempo.
Ecossistemas tem a capacidade de se recuperar naturalmente, mas em casos de degradação avançada isto pode não ser possível, causando alterações drásticas no meio ambiente, além de desastres naturais.
Fábio Junger é especialista em limpeza, paisagismo e serviços urbanos
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