
No dia em que celebra 122 anos, o Flamengo foi alvo de protestos em frente ao Centro de Treinamento Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro. Apesar de ser semifinalista da Copa Sul-Americana, tendo a possibilidade de ganhar um título internacional depois de 18 anos (o último foi em 1999), o time está apenas na 7ª colocação do Campeonato Brasileiro e colecionou uma série de fracassos em 2017.
Os torcedores, que combinaram o protesto pelas redes sociais, portavam uma faixa onde cobravam raça dos jogadores. Outra faixa dizia “Salários em dia, porrada em Falta”, com o complemento “#ForaCaetano”, em referência a Rodrigo Caetano, diretor de futebol do clube. Além deles, a faixa pede a saída de Márcio Araújo, Gabriel, Rafael Vaz, Rômulo, Mancuello e o goleiro Alex Muralha.
O momento de maior tensão foi quando o carro do vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba, entrou no CT. Torcedores atiraram ovos e pipoca em direção ao veículo, que também foi alvo de tapas e socos nos vidros.
Em seu perfil oficial, o Flamengo ignorou os protestos e se limitou a fazer uma série de postagens com mensagens de parabéns de diferentes modalidades esportivas.
São 122 anos de muita história, tradição e títulos. Mais de um século ao lado da imensa Nação Rubro-Negra, a Maior Torcida do Mundo. Amor incondicional ao Clube de Regatas do Flamengo.
Muitos ídolos e personagens inesquecíveis!
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo! #FLA122 pic.twitter.com/wFkpsWnRBu
— Flamengo (@Flamengo)
O Flamengo volta a campo nesta quinta-feira (16), no Estádio Couto Pereira, para enfrentar o Coritiba. Na sequência, o time enfrenta o líder Corinthians, na Ilha do Urubu, e depois o Junior Barranquilla, no Maracanã, pela Copa Sul-Americana.
Weslei Radavelli