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“É um monstro. Se tivesse prisão perpétua, seria o justo”, diz delegado

O delegado José Lopes falou com a imprensa nesta segunda. Foto: Kadidja Fernandes/AT Preso na madrugada desta segunda-feira (13), no Centro de Porto ...

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O delegado José Lopes falou com a imprensa nesta segunda. Foto: Kadidja Fernandes/AT

Preso na madrugada desta segunda-feira (13), no Centro de Porto Alegre (RS), o acusado de sequestrar a menina Thayna Prado, Ademir Lucio Ferreira de Araújo, de 55 anos, deve ser transferido nas próximas horas para o Espírito Santo. No Estado, Ademir deve prestar depoimento à Polícia Civil esclarecendo o que aconteceu com a menina.

Em entrevista concedida na manhã desta segunda, o delegado de Homicídios e Proteção à Pessoa, José Lopes, afirmou que Ademir deve responder por diversos crimes. Questionado sobre como Ademir deveria ser considerado, o delegado foi enfático: “Ele é um monstro”.

“Se tivesse perpétua. Seria o justo. Ele pode até falar o que aconteceu, mas não justifica. A menina tinha 35 quilos. 12 anos. (…) Ele é um bandido de alta periculosidade e tem uma ficha de pelo menos cinco anos com histórico de crimes, praticados em Viana e Cariacica. Pessoa complicada”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, de imediato, não é possível determinar quais os crimes que Ademir pode responder caso seja indiciado. Entretanto, José Lopes estimou que, dificilmente, a pena dele – caso condenado – será menor que 30 anos.

“Sequestro, estupro, homicídio, ocultação de cadáver… Pra mim, mais de 30 anos. Além de estupro de vulnerável, um agravante por ser menor”, explicou.

José Lopes declarou ainda que as investigações “estão apenas começando”. “O pedido de prisão dele começa a contar a partir de hoje. Temos 30 dias para concluir inquérito, podendo ser renovado por mais trinta dias, além da prisão preventiva. Ainda há os pedidos do Ministério Público e Judiciário, que vamos atender”, afirmou.

Menina pode estar morta

Ainda em entrevista a imprensa, o delegado comentou o depoimento dado por Ademir à Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Para José Lopes, pela própria fala de Ademir indica que a menina não está mais viva.

“O próprio Ademir admite que a Thayna não está viva. Pelo que ele fala, que ela correu e caiu na lagoa. Ainda vamos investigar”, explicou o delegado.

 

Weslei Radavelli

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