
A chapa de Eurico Miranda, “Reconstruindo o Vasco”, foi proclamada vencedora da eleição no Vasco no início da madrugada desta quarta-feira, com 2.111 votos, contra 1.975 de Julio Brant e 421 de Fernando Horta, que abriu mão às 16h para apoiar Brant. Mas o pleito vai parar na justiça novamente, já que a chapa de Julio Brant promete pedir a anulação dos 474 votos da urna 7.
A urna foi isolada e lacrada para ser analisada posteriormente em juízo. A apuração dos votos começou por ela e foram encontrados 428 votos para Eurico Miranda, 42 para Julio Brant e 4 para Fernando Horta.
Sem os votos dessa urna, Brant seria o vencedor com 1.935 votos, e Eurico ficaria em o segundo lugar com 1.683.
A urna 7 tinha sido separada por determinação da Justiça dias antes do início da votação. No dia 30 de outubro, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, decidiu que 691 sócios votariam em uma urna separada (apenas 474 compareceram na votação).
Eles entraram no quadro social entre novembro e dezembro de 2015, limite para estarem aptos ao voto e, de acordo com a oposição, não houve comprovação de pagamento. Como não houve tempo suficiente para a apuração junto ao clube, a juíza tomou a atitude de separar os votos desses sócios em uma única urna.
A atual diretoria do Vasco, então, entrou com um pedido de efeito suspensivo, e, na véspera da eleição, a desembargadora Marcia Ferreira Alvarenga, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que determinou que “no caso de a chapa vencedora ter margem de votos inferior aos colhidos na urna em separado, a mesma deverá ser lacrada e entregue ao responsável nomeado por este Juízo”. E assim será feito. A urna deixou o ginásio de São Januário carregada por policiais.